Depois de trabalhosas obras de restauro, internas e externas, a Prefeitura do Rio está entregando aos cariocas, por intermédio da Secretaria das Culturas, as Casas Casadas, uma das construções do século mais representativas e originais da cidade.


 

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Destaque ADEMI 2005

Obras Públicas

Depois de trabalhosas obras de restauro, internas e externas, a Prefeitura do Rio está entregando aos cariocas, por intermédio da Secretaria das Culturas, as Casas Casadas, uma das construções do século 19 mais representativas e originais da cidade.

 As Casas serão a sede da Riofilme e do Centro de Referência do Audiovisual da Cidade do Rio de janeiro, no qual o público terá acesso gratuito ao acervo digitalizado de produções audiovisuais brasileiras para cinema e televisão.

O Centro terá sala para exibição de filmes em programações especiais, cabines com equipamento de última geração e salas de exposição. Abrigará ainda uma livraria, um piano-bar e um restaurante.

 As Casas Casadas, tombadas em 1994 pela Prefeitura, foram construídas em 1883 pela família Leal. O conjunto - cujo endereço atual é Rua das Laranjeiras n° 307 e Rua Leite Leal n° 11, 19, 29, 33 e 45 - é um exemplar único de residência multifamiliar do século 19, análogo aos edifícios residenciais atuais.

 Ao correr dos anos, as Casas foram se deteriorando. Ao mesmo tempo, surgiram vários movimentos em prol de sua preservação.

 Aqui cabe destacar a luta da Associação dos Moradores e Amigos de Laranjeiras (Amal).

Finalmente, em dezembro de 1996 a Prefeitura adquiriu o imóvel e realizou as obras de estabilização. A essas se seguiram os trabalhos de restauro.

 As Casas Casadas tinham originalmente seis unidades residenciais autônomas, com rés do chão e mais três pisos, 14.60m de frente por 43,60m de fundos em centro de terreno. A área útil é de 2.400 metros quadrados.

 A arquitetura é neoclássica, privilegiando a simetria na composição, segundo dois eixos ortogonais, com grande unidade formal entre as fachadas principais (frente, fundos e as laterais).

 A cobertura em telhas de cerâmica, do tipo francesa, é arrematada por lambrequins sob os beirais, marcando os eixos da composição. Os umbrais de granito guarnecem as esquadrias de madeira e vidro.

 O pé direito alto, a posição das escadas no centro das unidades e a tiragem natural do ar, em conjunto com a iluminação obtida através das clarabóias de vidro, contribuem para o conforto térmico e a boa aeração dos aposentos.

 Ao devolver esse prédio aos cariocas, a Prefeitura do Rio e a Secretaria das Culturas estão valorizando o bairro de Laranjeiras e ratificando a política de preservação do patrimônio público.

 



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