Destaque ADEMI 2005

Escola Senador Corrêa

Agenco Engenharia e Construções

A história da escola está ligada aos ideais do Senador Corrêa, homem que fez uma carreira pública brilhante, iniciada quando ainda éramos Império. Ardoroso defensor da instrução para todos, no tempo em que o ensino público ainda não existia, criou a Associação Promotora da Instrução-API, em 1874, para concretizar seus sonhos. Esta Associação patrocinava o ensino gratuito a meninos e meninas. Em 1883 foi construída a Escola Senador Corrêa para formar professores, tornando-se a primeira escola normal do Brasil, com o nome de Escola da Glória.

 Foi assim até 1930, quando o Estado Novo assumiu o ensino público e a escola fechou.

Reabriu em 1950 para ser cedida ao Colégio de Aplicação da UFRJ até 1970, quando então a Associação Promotora da Instrução retomou suas atividades, transformando-a em escola particular.

 Em 1998 foi vendida à CAARJ para se transformar em hospital. Neste mesmo ano, em agosto, foi apresentado projeto de tombamento do prédio. A Lei de Tombamento foi sancionada em abril do ano seguinte (28/04/99).

 Teve início, então, a luta para inviabilizar o processo de construção do hospital nesta área. Foi instaurado inquérito civil pelo Ministério Público.

 Em 2003 a Prefeitura decidiu assumir o prédio da escola, fazendo uma permuta com a CAARJ por outro terreno na Cidade Nova, para a construção de seu hospital.

 Através do cumprimento de uma obrigação de construção de escola por um empreendimento residencial, a Construtora Agenco assumiu a restauração do prédio.

 A escola, para ser usada como tal, teve que se adequar às normas atuais, sendo criado um pavimento de subsolo para abrigar vestiários, sanitários, refeitório e cozinha industrial com despensa. A execução do subsolo foi uma obra bastante delicada que exigiu análise estrutural criteriosa.

 Foi também instalado um elevador e rampa para garantir a acessibilidade universal, assim como um banheiro para portadores de necessidades especiais.

 A reconstrução contou com o investimento e esmero de uma equipe de primeira e o resultado final é uma referência em projeto e obra de restauração no Rio de Janeiro.

 As obras de restauração e acréscimo realizadas na Escola Senador Corrêa resultam na possibilidade do município do Rio de Janeiro oferecer à sociedade 200 vagas para ensino infantil e 320 vagas para o ensino fundamental.

 O prédio volta à atividade de ensino para a qual foi construído, agora como Escola Municipal Senador Corrêa e a cidade ganha uma escola modelo, agora com ensino público.

 



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