ADEMI na Imprensa

Mercado espera alta no segundo semestre

Jornal do Brasil, Carolina Mchado, 13/ago

Até dezembro devem ser lançados 8 mil imóveis no Rio de Janeiro

O mercado imobiliário carioca mostra que o comprador de um imóvel prefere acertar as contas do início do ano, planejar, procurar o imóvel ideal, para, enfim, fechar o negócio. Afinal, as unidades lançadas e vendidas pelas construtoras e incorporadoras chegam a dobrar no segundo semestre.

Números da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) mostram que no ano passado o número de lançamentos passou de 2.481 imóveis no primeiro semestre para 6.629 de julho a dezembro. Este ano, de janeiro a maio, foram 2.146.

- O ano passado foi extremamente aquecido no segundo semestre - explica o empresário José Conde Caldas, da Ademi. - Esse ano devemos ter um segundo semestre pouco menos aquecido, mas ainda virão muitos lançamentos até dezembro.

Segundo Conde Caldas, a tendência de aquecimento no segundo semestre tem impacto na disposição das pessoas em comprar. Outro fator determinante, principalmente a partir do ano passado, é a entrada dos bancos no financiamento dos empreendimentos.

Depois de muita pesquisa, que começou em janeiro, a professora Cátia Barbosa, 36 anos, decidiu, enfim, comprar seu imóvel.

- Comecei a procurar no início do ano, mas acabei encon encontrando o imóvel que eu queria só em junho, num lançamento recente - conta a professora. -Realmente esperei para ver as opções do mercado.

Para o diretor da imobiliária Basimóvel, Alexandre Fonseca, o primeiro semestre, normalmente mais curto, influencia até os planos de lançamento das incorporadoras e construtoras. Ele acredita que o comprador pode até iniciar a pesquisa no início do ano, mas deixa para fechar negócio no segundo semestre.

- O comprador quer tempo para se planejar, olhar as melhores opções do mercado e, no início do ano, isso é complicado - acredita Fonseca.

O diretor da Basimóvel explica, no entanto, que os lançamentos de julho até setembro têm a pré-venda ainda no primeiro semestre.

- A pré-venda sempre começa meses antes do estande ser instalado - explica.

De acordo com José Conde Caldas, este ano o mercado deve lançar 8 mil unidades, contra 10 mil colocadas à venda no ano passado.

O crescimento, na opinião do empresário, deve ser maior nos bairros fora do eixo Zona Sul e Barra da Tijuca. Segundo Caldas, a Zona Norte deve receber um grande número de lançamentos ainda este ano.

- A região Norte tem oferta de terreno, mas precisa do apoio da prefeitura para deslanchar -acredita Caldas. - Áreas próximas ao Maracanã e Méier já estão sendo procuradas até por construtoras paulistas.

Locação segue o mesmo rumo

Apesar do mercado apresentar estabilidade nos últimos anos, especialistas destacam que a locação também acelera no segundo semestre.

Na opinião do diretor de locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel Freitas, ainda existe muita oferta para aluguel, mas o mercado é mais aquecido no segundo semestre, com forte aceleração em dezembro.

- É comum que o mercado dê uma aquecida no segundo semestre - destaca Freitas. -Dezembro sempre surpreende porque as pessoas têm uma recuperação maior de renda com empregos temporários.

O gerente geral da administradora Apsa, Jean Carvalho, destaca que no começo do ano as dívidas "complicam" na hora de alugar ou trocar de imóvel.

- Começo do ano tem IPTU, IPVA, escola, carnaval; tudo isso pesa no orçamento - pondera Carvalho.

Dados do Índice de Velocidade de Locação (TVL), medido pela Apsa, mostram que em janeiro deste ano, 21% dos imóveis disponíveis para locação foram alugados, em junho o número passou para 16% e subiu, atingindo 24% em julho.

- A curva é sempre a mesma; queda em junho e aumento em julho - destaca Carvalho. -Janeiro ainda sofre um pouco do reflexo positivo de dezembro.



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