ADEMI em foco

Para a Barra ou para o caos

A expansão do metrô carioca ressurgiu na imprensa e causa discussões entre os especialistas em transportes e os governos estadual e municipal. As divergências começam na escolha do melhor traçado para a Linha 6, passam pela opção de abandono dos projetos das Linhas 3 e 4 e prosseguem na definição dos modelos de financiamento e de concessão. A população, sob esse fogo cruzado, não participa das decisões. No final, poderá ser punida com obras mal planejadas, intervenções prejudiciais na vida urbana e prazos não cumpridos por falta constante de recursos, tal como ocorreu recentemente no metrô de Copacabana, com perdas irrecuperáveis para a economia das regiões envolvidas durante as obras. Tudo isso em virtude da falta de uma política de transportes unificada e de estudos técnico-econômicos independentes, que tenham por objetivo identificar as verdadeiras demandas por metrô e comprovar os benefícios para a população como um todo. A quatro anos dos Jogos Pan-americanos de 2007, o projeto da Linha 6 ainda não foi licitado nem teve definido o seu modelo de concessão. Mesmo que a licitação seja concluída até o final deste ano, o projeto fique pronto em meados do ano que vem e as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2004, o tempo para a conclusão da Linha 6 provavelmente não será suficiente, em decorrência da grandiosidade da obra. Uma linha de metrô de 32 quilômetros dificilmente poderá ser concluída em menos de três anos, mesmo com toda a tecnologia das excelentes construtoras nacionais. Na verdade, qualquer grande obra que tenha de ser feita para melhorar os transportes públicos da região metropolitana para o Pan-2007 já está atrasada. O Pan-2007 é amanhã e nada se fez de concreto até o momento. Caso as seguintes perguntas possam ser respondidas pela prefeitura e pelo governo estadual, podemos ainda ter alguma esperança: por que a Linha 6 está sendo considerada agora a melhor solução para o Pan-2007? Por que existem dois traçados para a Linha 6? Foram realizados estudos técnicos para isso? E a Linha 4, foi abandonada? E a duplicação da Auto-Estrada Lagoa-Barra, também foi deixada de lado? E as linhas de trens suburbanos já existentes, por que não são modernizadas e transformadas em metrôs de superfícies? Existem recursos financeiros suficientes para que as obras sejam concluídas no prazo? Qual o modelo de concessão aprovado? Como podemos conhecer os estudos de demanda para todas as linhas? Foi realizada uma análise socioeconômica dos projetos que comprovasse os benefícios para a população? Existe uma política de transporte de massa para a cidade? A população tem mesmo prioridade na hora da definição dos projetos de transportes? Independentemente do Pan-2007, a cidade precisa de um plano de transportes público, no qual seja privilegiada a integração entre ônibus, táxis, trens suburbanos, metrô e barcas. A solução para o problema do transporte de massa da cidade não pode depender única e exclusivamente do metrô. No momento, estamos na dependência da vontade política e da decisão dos poderes públicos de dar início imediato à licitação e à execução das obras do metrô para a Barra, seja pela Linha 4 ou pela Linha 6, bem como dos demais projetos de transporte complementares, sob pena de a Barra tornar-se um esplêndido caos daqui a três anos e o Rio de Janeiro bater o recorde mundial de problemas de transporte de massa durante os Jogos Pan-Americanos de 2007. E, em conseqüência, dar adeus às Olimpíadas de 2012. No final, poderá ser punida com obras mal planejadas, intervenções prejudiciais na vida urbana e prazos não cumpridos por falta constante de recursos, tal como ocorreu recentemente no metrô de Copacabana, com perdas irrecuperáveis para a economia das regiões envolvidas durante as obras. Tudo isso em virtude da falta de uma política de transportes unificada e de estudos técnico-econômicos independentes, que tenham por objetivo identificar as verdadeiras demandas por metrô e comprovar os benefícios para a população como um todo. A quatro anos dos Jogos Pan-americanos de 2007, o projeto da Linha 6 ainda não foi licitado nem teve definido o seu modelo de concessão. Mesmo que a licitação seja concluída até o final deste ano, o projeto fique pronto em meados do ano que vem e as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2004, o tempo para a conclusão da Linha 6 provavelmente não será suficiente, em decorrência da grandiosidade da obra. Uma linha de metrô de 32 quilômetros dificilmente poderá ser concluída em menos de três anos, mesmo com toda a tecnologia das excelentes construtoras nacionais. Na verdade, qualquer grande obra que tenha de ser feita para melhorar os transportes públicos da região metropolitana para o Pan-2007 já está atrasada. O Pan-2007 é amanhã e nada se fez de concreto até o momento. Caso as seguintes perguntas possam ser respondidas pela prefeitura e pelo governo estadual, podemos ainda ter alguma esperança: por que a Linha 6 está sendo considerada agora a melhor solução para o Pan-2007? Por que existem dois traçados para a Linha 6? Foram realizados estudos técnicos para isso? E a Linha 4, foi abandonada? E a duplicação da Auto-Estrada Lagoa-Barra, também foi deixada de lado? E as linhas de trens suburbanos já existentes, por que não são modernizadas e transformadas em metrôs de superfícies? Existem recursos financeiros suficientes para que as obras sejam concluídas no prazo? Qual o modelo de concessão aprovado? Como podemos conhecer os estudos de demanda para todas as linhas? Foi realizada uma análise socioeconômica dos projetos que comprovasse os benefícios para a população? Existe uma política de transporte de massa para a cidade? A população tem mesmo prioridade na hora da definição dos projetos de transportes? Independentemente do Pan-2007, a cidade precisa de um plano de transportes público, no qual seja privilegiada a integração entre ônibus, táxis, trens suburbanos, metrô e barcas. A solução para o problema do transporte de massa da cidade não pode depender única e exclusivamente do metrô. No momento, estamos na dependência da vontade política e da decisão dos poderes públicos de dar início imediato à licitação e à execução das obras do metrô para a Barra, seja pela Linha 4 ou pela Linha 6, bem como dos demais projetos de transporte complementares, sob pena de a Barra tornar-se um esplêndido caos daqui a três anos e o Rio de Janeiro bater o recorde mundial de problemas de transporte de massa durante os Jogos Pan-Americanos de 2007. E, em conseqüência, dar adeus às Olimpíadas de 2012.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]