ADEMI em foco

O cada vez mais distante sonho da casa própria

22.03.2004

Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma série de medidas que têm por objetivo fomentar a indústria da construção para reduzir, a um só tempo, o déficit habitacional e o desemprego no país. "As medidas do Governo Federal demonstram a sua disposição em retomar o movimento da construção, uma das principais indústrias geradoras de emprego", diz Márcio Fortes, presidente da Ademi. "No caso específico do município do Rio, a questão que se coloca é: quando estas idéias sairem do papel, elas contribuirão de fato para que a população volte a ter direito a uma moradia digna e legal?", questiona.

A situação da habitação no Rio de Janeiro é crítica e atinge a todas as camadas da população, com exceção das faixas de renda mais altas. "Hoje, apenas as favelas crescem na cidade.  Praticamente não existe oferta de imóveis legais para baixa renda, em função de aspectos da legislação como loteamento mínimo - em Vargem Grande, por exemplo, de 5000 ou 10.000 m2 - e da restrição à construção de pequenos imóveis, com área mínima de 30 m2, que só podem ser lançados em regiões muito específicas da cidade", diz o presidente da Ademi.  "A classe média também está distante da casa própria pela hipervalorização de alguns bairros, em decorrência de medidas restritivas à construção de novos empreendimentos. Em outros, a violência afugenta a população e inviabiliza  investimentos", acrescenta.

Há necessidade urgente de uma ação conjunta dos Poderes Executivo e Legislativo da Cidade do Rio de Janeiro para alteração da legislação urbanística, de modo a propiciar a construção de unidades residenciais que estejam ao alcance das classes média e baixa, com valores de venda que lhes sejam acessíveis. "Há muito, não se via uma perspectiva tão positiva de injeção de recursos para a construção e de criação de instrumentos para incrementar a segurança jurídica nas operações do setor. Fora do Rio, outras capitais já dispõem de uma legislação adequada de incentivo à construção e à renovação urbana. Estamos atrasados e, caso não sejam tomadas medidas imediatas, veremos o Rio perder mais uma vez o bonde da história", completa Márcio Fortes.

Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma série de medidas que têm por objetivo fomentar a indústria da construção para reduzir, a um só tempo, o déficit habitacional e o desemprego no país. "As medidas do Governo Federal demonstram a sua disposição em retomar o movimento da construção, uma das principais indústrias geradoras de emprego", diz Márcio Fortes, presidente da Ademi. "No caso específico do município do Rio, a questão que se coloca é: quando estas idéias sairem do papel, elas contribuirão de fato para que a população volte a ter direito a uma moradia digna e legal?", questiona.

A situação da habitação no Rio de Janeiro é crítica e atinge a todas as camadas da população, com exceção das faixas de renda mais altas. "Hoje, apenas as favelas crescem na cidade.  Praticamente não existe oferta de imóveis legais para baixa renda, em função de aspectos da legislação como loteamento mínimo - em Vargem Grande, por exemplo, de 5000 ou 10.000 m2 - e da restrição à construção de pequenos imóveis, com área mínima de 30 m2, que só podem ser lançados em regiões muito específicas da cidade", diz o presidente da Ademi.  "A classe média também está distante da casa própria pela hipervalorização de alguns bairros, em decorrência de medidas restritivas à construção de novos empreendimentos. Em outros, a violência afugenta a população e inviabiliza  investimentos", acrescenta.

Há necessidade urgente de uma ação conjunta dos Poderes Executivo e Legislativo da Cidade do Rio de Janeiro para alteração da legislação urbanística, de modo a propiciar a construção de unidades residenciais que estejam ao alcance das classes média e baixa, com valores de venda que lhes sejam acessíveis. "Há muito, não se via uma perspectiva tão positiva de injeção de recursos para a construção e de criação de instrumentos para incrementar a segurança jurídica nas operações do setor. Fora do Rio, outras capitais já dispõem de uma legislação adequada de incentivo à construção e à renovação urbana. Estamos atrasados e, caso não sejam tomadas medidas imediatas, veremos o Rio perder mais uma vez o bonde da história", completa Márcio Fortes.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]