ADEMI na Imprensa

Crédito impulsiona o mercado imobiliário

Guia Aqui Imóvel, 01/out

O boom do mercado imobiliário ainda nem começou. Entre as razões que embasam esta tese está o enorme abismo que ainda separa o Brasil de países como o México, em termos de construção de novas unidades - no México, o patamar médio é de 800 mil construções/ano, enquanto, no Brasil, em 2006, reunindo números em âmbito nacional, foram construídas apenas 140 mil novas unidades habitacionais.

Estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) afirma que o crédito habitacional crescerá em ritmo acelerado de 2007 a 2010. Segundo as estimativas do banco, essa modalidade de crédito passará do atual 1,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para 4% - o que equivale a R$ 80 bilhões.

"Existe muito espaço para o crédito imobiliário se expandir. Mesmo ante a perspectiva de expansão, o Brasil continuará na lanterna em relação à proporção do crédito habitacional. No Chile, o segmento representa 13% do PIB. Nos EUA, está na faixa de 65%, e, na Holanda, atinge 111%", analisa o conselheiro da ADEMI, Rodolpho Vasconcellos.

O crédito habitacional no país não é baixo apenas em relação ao PIB como também em relação ao crédito total. No Chile, o segmento representa 21% da oferta de crédito. No México, chega a 53%, e, na Holanda, a 67%. No Brasil, responde por 5% do crédito total.

Números recém-divulgados dão conta de que só agora em 2008 é que o número de imóveis financiados com recursos do FGTS e das cadernetas de poupança voltará ao patamar de 600 mil, o mesmo que o país chegou a atingir no início da década de 80. Desde então, o déficit habitacional do país ampliou-se para 7,9 milhões de moradias.

No primeiro semestre do ano o crédito imobiliário cresceu quase 90% em relação a 2007, com expectativa de crescer ainda mais. "Além da queda dos juros, contribuiu para o aumento do crédito habitacional a expansão dos prazos de pagamento, que hoje chegam a 30 anos. O aumento da renda e a estabilidade econômica   permitiram   também um maior endividamento das famílias", completa Vasconcellos.

Além disso, segundo a The Economist, o número de famílias com renda anual entre R$ 12 mil e R$ 45 mil cresceu em 50% no Brasil. Outra evidência da chamada "nova classe média" citada pela revista é o nível recorde da venda de carros novos, computadores e eletrônicos no país. Outro estudo, desta vez da Goldman Sachs, aponta que a classe média (acima de US$ 3000 / ano) vai dobrar entre 2007 e 2015.



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