ADEMI na Imprensa

Estoque de imóveis até 15% maior

O Globo, Luciana Casemiro, 28/mar

O mercado imobiliário carioca - como o comércio e a indústria - também está passando por um reajuste de estoque. É que número de unidades lançadas e não comercializadas, no ano passado, está entre 10% e 15% acima do que foi registrado em janeiro de 2008. O volume de vendas lançamentos no ano passado foi de cerca de R$ 3 bi, executivos do setor estimam que haja entorno de R$ 2,2 bi em estoque. Resultado da queda abrupta da velocidade de venda no último trimestre: 3,9% (percentual de unidades vendidas sobre as ofertadas) contra 5,9% do trimestre anterior.

- Por isso, a grande novidade do momento são os lançamentos da safra passada. A ordem é vender os estoques - diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel Imobiliária.

Rogério Chor, presidente da CHL e da Associação de Dirigentes de Empresa do Mercado Imobiliário (Ademi/RJ), admite que o estoque está maior, mas diz que parte dessa alta decorre dos recordes de lançamento: - Se você lança mil unidades e sobram 10%, são cem. Se lançar duas mil e sobrarem os mesmos 10%, são 200. Não houve tempo para um excesso de oferta.

Na avaliação de Rogério Zylberstajn, vicepresidente da RJZ/Cyrela, o freio nos lançamentos tem pouca relação com estoque e muita com o medo do desemprego: - O grande receio é a venda que não se concretiza. Ou seja, você vende, pega financiamento, constrói e no meio do processo o comprador perde o emprego e desfaz o negócio.

Se isso acontece repetidas vezes pode quebrar uma empresa.



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