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Sustentabilidade na construção civil

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Cresce, no Brasil, a demanda por prédios verdes. Apesar de mais caras, essas construções permitem redução de 30% nos gastos com luz e água e terão valorização 20% acima da média em 20 anos.

Presente em diversos setores da economia, a preocupação com o meio ambiente tem se tornado uma tendência também na construção civil. No Brasil, existem quatro edifícios com certificação LEED (Liderança em Design Energético e Ambiental, na sigla em Inglês) do United State Green Building Council, conselho norte-americano de construções sustentáveis. Hoje, ocupamos a quinta posição mundial em demanda pelo selo, com mais de 100 empreendimentos em processos de certificação.

Um exemplo é o edifício Torres Vargas, No Rio de Janeiro, que foi totalmente retrofitado pela Lafem Engenharia e está em processo de obtenção do selo. A obra custou cerca de R$ 9 milhões e obedeceu a uma série de exigências ambientais para que a certificação fosse garantida, como o uso de vidros reciclados, coleta seletiva durante a intervenção, telhado verde, madeira certificada, entre outros. De acordo com Jaqueline Duarte, arquiteta da Lafem Engenharia, a construção é considerada sustentável quando todos os processos envolvidos contribuem para a manutenção do planeta. "Não estamos falando apenas do quanto o prédio vai possibilitar de economia após a conclusão da obra. Trata-se, também, de como, durante a obra, é possível ajudar a preservar o meio ambiente, utilizando técnicas e materiais ecologicamente corretos", explica.

Apesar de o impacto inicial no custo de um prédio ecológico girar em torno de 15%, essa diferença é absorvida ao longo do tempo com a redução nos gastos de manutenção. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Construções Sustentáveis (CBCS), os imóveis ditos verdes - construídos com materiais ecologicamente corretos e soluções para uso inteligente de recursos - terão uma valorização de 20% acima da média num intervalo de 20 anos. O investimento também é interessante no presente: esse tipo de empreendimento representa uma redução de 30% no consumo de água e energia.

A arquiteta da Lafem Engenharia destaca que, muito mais do que uma "moda" passageira, a construção de edifícios sustentáveis deve ser encarada como uma opção e uma filosofia. "Para ser eficiente, deve-se criar uma cultura de gastar mais tempo no projeto. Esse é o maior desafio em conceber edifícios sustentáveis", explica Jaqueline. Ela destaca ainda a importância da legalidade na aquisição dos insumos. "O fornecimento informal implica na destruição da natureza e todo material deve vir de origem legalizada", ressalta.

A quantidade de resíduos gerados pela construção civil tornou-se um dos centros de discussões da sustentabilidade. "Vários estudos apontam que esta é uma das atividades que mais causa impacto ao meio ambiente, contribuindo para o aumento da produção de lixo e o gasto excessivo de água. Por isso, o descarte consciente de resíduos de matérias, com gerenciamento de origem, uso e reciclagem é uma forma de evitar prejuízos ambientais. Esse fator tem acelerado o crescimento do conceito de sustentabilidade durante a obra, já que 40% das possibilidades de reciclagem estão nas construções, com o reaproveitamento de materiais como alumínio, madeira e concreto", afirma a arquiteta Jaqueline Duarte.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]