Formado em engenharia civil pela PUC-RJ, Márcio Fortes exerceu os cargos de presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi) e da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias - Regional RJ (Fiabci). Foi vice-presidente do Conselho de Empresários da América Latina (CEAL), diretor-presidente do Banerj e Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos do Rio de Janeiro, entre outros cargos.

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ADEMI na Imprensa

"O corretor é um verdadeiro operador da compra e venda de imóveis"

Revista Stand, mar/2010

Formado em engenharia civil pela PUC-RJ, Márcio Fortes exerceu os cargos de presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi) e da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias - Regional RJ (Fiabci). Foi vice-presidente do Conselho de Empresários da América Latina (CEAL), diretor-presidente do Banerj e Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos do Rio de Janeiro, entre outros cargos. Atualmente, é o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) e do Conselho de Administração da João Fortes Engenharia S/A. Em entrevista exclusiva para a Revista Stand, o empresário da construção civil Márcio Fortes fala sobre sua trajetória profissional, o plano Minha Casa, Minha Vida e a parceria entre as entidades do mercado imobiliário.

O senhor pode fazer um resumo da trajetória profissional de seu pai, João Fortes, um dos pioneiros da construção civil brasileira?

Meu pai veio de Belo Horizonte, onde estudou engenharia e esteve em tratamento de saúde, com algum recurso que tinha obtido com a compra e venda de terrenos. Com esses recursos e a ajuda de amigos e sócios, adquiriu um terreno na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, construindo ali o primeiro edifício de sua trajetória. Ele optou por ser empresário da construção civil e do ramo imobiliário. A empresa passou por vários percalços e vitórias, transformando- se, anos depois, numa marca da engenharia urbana brasileira.

O senhor exerceu diversos cargos importantes, como a presidência do BNDES, do Banerj e da Ademi. Qual a importância da experiência administrativa nesses órgãos em sua trajetória profissional?

Comecei na vida pública ainda muito moço, quando fui Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, em Brasília. Depois, voltei para a presidência da João Fortes Engenharia, que deixei, mais uma vez, em 1987 para assumir a presidência do BNDES, só regressando para a empresa em 2003. Em todo esse tempo de vida pública, não só aperfeiçoei um processo de administração de entidades públicas - que é completamente diferente da empresa privada, como me aproximei da transformação política, no sentido do modelo democrático e representativo que o Brasil adotou, nesse período. Exerci atividades de governo de 1987 a 2003, entre elas o cargo de deputado federal durante três mandatos.

Descreva dois de seus sentimentos: o amor ao estado do Rio de Janeiro e orgulho de ser corretor de imóveis.

O Rio de Janeiro é o estado mais importante da União. É aquele para onde tudo converge e é o que tem a maior visibilidade internacional do país. Por sua história, por ter sido aqui que nasceu, efetivamente, o Brasil. Aqui se fundaram as entidades que instituíram o desenvolvimento brasileiro, como a Petrobras e o BNDES. Foi no Rio de Janeiro também que se estabeleceu a Eletrobrás. É aqui que se cultuou a base jurídica e conceitual de natureza política de todo o Brasil. Quanto à corretagem de imóveis, em meados da década de 70, já militava na atividade imobiliária, fazendo cursos de extensão na Fundação Getúlio Vargas, como de Direito Imobiliário, e intermediando a compra e venda de imóveis. Eu era um corretor, já então. Só não tinha o registro, que me foi concedido pelo Aldo Caneca (presidente do Sindicato e do Creci-RJ na época), em função da minha experiência anterior. Naquele momento, ainda não havia os cursos regulares de que hoje se dispõe. O meu número de registro no Creci é 1.530.

Qual a importância do corretor de imóveis para as empresas do Grupo João Fortes?

A empresa não teria crescido, não teria conseguido desenvolver o seu produto, se não houvesse a corretagem de imóveis. Tínhamos na João Fortes um legendário diretor comercial, o Avenor de Carvalho, um sábio, hoje com mais de 90 anos. Como sagaz corretor de imóveis, ele entendeu que deveríamos ser não donos de uma corretora de imóveis, ou de uma empresa de comercialização, mas utilizar todo o potencial dos talentos e do trabalho daqueles que já tinham se estabelecido. Assim foi que o Consórcio Mercantil de Imóveis, dos amigos Ney e José Henrique, constituiu um grande apoio aos maiores projetos que tivemos, em meados da década de 70. O maior exemplo é o empreendimento Barramares, na Barra da Tijuca.

O mercado imobiliário do Rio de Janeiro apresenta indicadores positivos, com aquecimento dos negócios do setor. Na sua visão, o mercado carioca superou bem a crise financeira internacional?

Sem dúvida nenhuma. O Rio de Janeiro, na sua característica de nascido para o mercado imobiliário, tendo em vista a expansão natural ao longo da orla marítima, tem a vocação da aquisição de imóveis. Em outros lugares do país, não há, como aqui, a intenção da população de permanentemente melhorar pela aquisição de imóveis novos. Em São Paulo, cada família adquire um, no máximo dois imóveis em toda sua vida. Em Minas Gerais, não passa de um. No Rio, não, por causa da migração interna na cidade e da escalada social que se faz através da compra e venda de imóveis.

Qual a importância do Creci-RJ no contexto do mercado imobiliário em nosso estado?

Inspirar confiança à comercialização de imóveis. Insistir e ampliar o conceito de que a compra e venda de imóveis não é uma matéria que possa ser feita por amigos, parentes ou "entendidos". É profissão. Exige conhecimento de Direito Imobiliário, de legislação urbana, de garantias bancárias. O corretor de imóveis é um verdadeiro operador da compra e venda de imóveis, não apenas um apresentador de comprador a vendedor.

A parceria das entidades do mercado imobiliário carioca em ações que gerem benefícios para o segmento deveria ser intensificada? Por quê?

Se bem entendida, as entidades do mercado imobiliário são aquelas que representam todo o sistema: os sindicatos patronais, as Ademi's e as entidades representativas dos profissionais. É claro que sim. Tem que haver permanente parceria e a geração de benefícios é obrigação das entidades. A viabilidade disso depende da negociação e da valoração da profissão e o presidente Casimiro Vale tem feito isto bem.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]