ADEMI na Imprensa

Ano para consolidar planos

Veja Rio, José Conde Caldas, 19/fev

O crescimento substancial da construção civil observado nos últimos dois anos deverá manter seu ritmo em 2013. As boas perspectivas não se baseiam simplesmente nos humores ou no otimismo de representantes do setor. A expectativa positiva resulta de uma série de fatores favoráveis ao desempenho do mercado. O Rio não tem do que se queixar: mais de seis milhões de metros quadrados em projetos já aprovado em 2011 estão prontinhos para sair do papel ao longo deste ano. Ou seja, surgirão empreendimentos que totalizarão mais do que 25 mil unidades, o que corresponde a um número maior de lançamentos do que em 2011, recorde de todos os anos do setor. 

A cidade comprova a forte demanda por imóveis, principalmente residenciais, da Zona Oeste ao Centro, assim como em vários bairros da Zona Norte. Há fôlego de sobra para acelerar após a saudável acomodação observada em 2012. E há disposição do setor para pôr mãos à obra. É, portanto, tempo de consolidar planos, assistir à concretização de projetos.

Este ano, à medida que se aproximam os grandes eventos esportivos, o Rio passará por uma relevante transformação em sua paisagem e infraestrutura. A Avenida Brasil - que é considerada área de especial interesse urbanístico pela Prefeitura - começa a atrair grandes empreendimentos e passar a ter uso misto, com a instalação não só de indústrias não poluentes, como também de comércio, hotéis e residências. Novos ares para a avenida que, por décadas, amargou tempos de degradação.

O ano de 2013 reserva também a profunda e aguardada transformação na Zona Portuária do Rio de Janeiro, que começa a ganhar forma. A região já é encarada como nova fronteira pelo mercado imobiliário na cidade e a expectativa é de que o processo migratório rumo ao Porto leve pelo menos uma década para se efetivar. Num primeiro momento é previsível que os empreendimentos corporativos dominem o cenário, criando uma alternativa à Barra da Tijuca. Os lançamentos comerciais ficarão na faixa de R$ 14 mil a R$ 15 mil o metro quadrado. Em seguida, os residenciais terão sua vez, de forma mais gradual, beneficiando as áreas vizinhas com novos e arrojados investimentos. 

Outro fator que vai fomentar o setor imobiliário é a concessão de crédito, que deverá crescer 15% em 2013, chegando a R$ 95 bilhões, depois dos R$ 82,7 bilhões registrados no ano passado. As medidas de desoneração - resultado do pacote de benefícios que o Governo federal anunciou - também prometem aliviar o setor em até R$ 2,85 bilhões ao ano e animando o mercado. Com a procura por imóveis aquecida, os preços continuarão subindo. Nos últimos 12 meses, no Rio, os valores aumentaram 15,8%. Para 2013, a previsão é ter uma alta parecida com a de 2012. Mercado aquecido, criação de novos frentes de trabalho e consequente geração de empregos. Construção civil, indústria criativa, petróleo, gás e indústria naval são as quatro áreas que mais crescem, dizem especialistas, gerando o maior número de oportunidades. A construção, único setor que contratou mais em 2012 do que em 2011, seguirá como um dos mais fortalecidos este ano. No Brasil todo, mas especialmente no Rio.

José Conde Caldas

Presidente da ADEMI-RJ


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