ADEMI em foco

Estamos fartos de tanta inércia

O Globo, 01 nov

Rubem Vasconcelos, vice-presidente da ADEMI

O Rio de Janeiro precisa de ajuda. Mas, para devolver à cidade o título de maravilhosa, é preciso mais. É necessário que haja comprometimento. É preciso que sociedade, iniciativa privada e governo gritem como jovens em um só tom, como os caras-pintadas na década de 90. Grande prova de que, quando há união e vontade, fazemos as coisas acontecerem. Ninguém mais agüenta ouvir que a cidade é violenta, nem que nossas praias são poluídas. É preciso mais. É preciso fazer algo. Só teremos de volta nossas belas praias, sem línguas negras; nossas lagoas, sem poluição; e nossas ruas, sem violência; quando houver união.

Precisamos nos guiar na contramão da conjuntura atual, buscar novos rumos, pensar em um conjunto de idéias que traga sinais de vitalidade para cada ponto insatisfatório.

Já derrubamos o medo de um presidente sem escolaridade. A economia nacional aponta crescimento e o país conquistou um lugar de destaque internacional. A onda positiva é como a roda, quanto mais gira, mais produz beleza. Vem de dentro para fora e, a cada volta, o círculo de alcance aumenta. Entretanto, já vimos boom de expansão e de esvaziamento da cidade. Se a situação de violência e de descaso continuar, daqui a pouco, nem o próprio carioca vai querer viver mais aqui. Algo tem de ser feito.

Um bom exemplo de que os conceitos de ocupação e urbanismo da cidade precisam ser revistos é o Alto da Boa Vista, que passou de uma taxa de -8% para -13%, no mesmo período. Os índices de déficit habitacional em alguns bairros estão diretamente ligados à falta de investimentos. O Alto, que pertence à região administrativa da Tijuca, transformou-se em um vazio urbano degradado. O local sofre com o esvaziamento.

A maioria das casas se transformou em local de festas, quando não de prostituição. Com uma legislação arcaica e desatualizada, não há renovação e, sem investimento, a roda não gira. É preciso um plano de estruturação urbana para essa região.

Outros bairros da cidade precisam de atenção. O Centro da cidade sofre com a fuga da população e das empresas. A cada dia, mais e mais empresários instalam-se na Barra da Tijuca. Eles buscam modernidade e espaço. Nem por isso o Centro da cidade precisa ser esquecido. O Rio de Janeiro é proprietário de um potencial capaz de gerar recursos para a manutenção de dois centros de negócios, um "novo" e um "velho". Este, se restaurado, recomposto, restabelecido, reconstruído e valorizado. Um ícone como um Guggenhein poderia servir como âncora desta revitalização.

Chega! Estamos fartos de tanta imobilização, de tanta inércia, de tanta estagnação. A solução está na vontade de investir em programas eficazes que atinjam todas as esferas da vida, da educação à saúde. É preciso ter coragem ao menos de discutir questões sobre, por exemplo, a favelização e até mesmo como transferir estas comunidades para outros locais, de forma ordenada e consciente. O comando do governo, com apoio empresarial, o aval e a fiscalização dos cidadãos comuns vamos dar fim à violência e limpar as manchas que deixamos na natureza, para dar ao Rio de Janeiro o tratamento que ele merece.

Rubem Vasconcelos, vice-preisdente da ADEMIORio de Janeiro precisa de ajuda. Mas, para devolver à cidade o título de maravilhosa, é preciso mais. É necessário que haja comprometimento. É preciso que sociedade, iniciativa privada e governo gritem como jovens em um só tom, como os caras-pintadas na década de 90. Grande prova de que, quando há união e vontade, fazemos as coisas acontecerem. Ninguém mais agüenta ouvir que a cidade é violenta, nem que nossas praias são poluídas. É preciso mais. É preciso fazer algo. Só teremos de volta nossas belas praias, sem línguas negras; nossas lagoas, sem poluição; e nossas ruas, sem violência; quando houver união.

Precisamos nos guiar na contramão da conjuntura atual, buscar novos rumos, pensar em um conjunto de idéias que traga sinais de vitalidade para cada ponto insatisfatório.

Já derrubamos o medo de um presidente sem escolaridade. A economia nacional aponta crescimento e o país conquistou um lugar de destaque internacional. A onda positiva é como a roda, quanto mais gira, mais produz beleza. Vem de dentro para fora e, a cada volta, o círculo de alcance aumenta. Entretanto, já vimos boom de expansão e de esvaziamento da cidade. Se a situação de violência e de descaso continuar, daqui a pouco, nem o próprio carioca vai querer viver mais aqui. Algo tem de ser feito.

Um bom exemplo de que os conceitos de ocupação e urbanismo da cidade precisam ser revistos é o Alto da Boa Vista, que passou de uma taxa de -8% para -13%, no mesmo período. Os índices de déficit habitacional em alguns bairros estão diretamente ligados à falta de investimentos. O Alto, que pertence à região administrativa da Tijuca, transformou-se em um vazio urbano degradado. O local sofre com o esvaziamento.

A maioria das casas se transformou em local de festas, quando não de prostituição. Com uma legislação arcaica e desatualizada, não há renovação e, sem investimento, a roda não gira. É preciso um plano de estruturação urbana para essa região.

Outros bairros da cidade precisam de atenção. O Centro da cidade sofre com a fuga da população e das empresas. A cada dia, mais e mais empresários instalam-se na Barra da Tijuca. Eles buscam modernidade e espaço. Nem por isso o Centro da cidade precisa ser esquecido. O Rio de Janeiro é proprietário de um potencial capaz de gerar recursos para a manutenção de dois centros de negócios, um "novo" e um "velho". Este, se restaurado, recomposto, restabelecido, reconstruído e valorizado. Um ícone como um Guggenhein poderia servir como âncora desta revitalização.

Chega! Estamos fartos de tanta imobilização, de tanta inércia, de tanta estagnação. A solução está na vontade de investir em programas eficazes que atinjam todas as esferas da vida, da educação à saúde. É preciso ter coragem ao menos de discutir questões sobre, por exemplo, a favelização e até mesmo como transferir estas comunidades para outros locais, de forma ordenada e consciente. O comando do governo, com apoio empresarial, o aval e a fiscalização dos cidadãos comuns vamos dar fim à violência e limpar as manchas que deixamos na natureza, para dar ao Rio de Janeiro o tratamento que ele merece.



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