ADEMI na Imprensa

Prédios tentam se adaptar à LBI

Extra, Eduardo Vanini, 29/jan

Um ano se passou desde a entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), e as pessoas com os diferentes tipos Cadeirante desde 2000, o economista Maurice Steiger luta por uma portaria acessível para cadeirantes no prédio da namorada, em Ipanema. Há um ano, ela tenta aprovar uma intervenção do gênero junto aos outros condôminos, mas até agora não conseguiu.

- Quando vou visitá-la, tenho que descer da cadeira e subir me arrastando pelos degraus. É muito constrangedor - relata Steiger.

A lista de aborrecimentos aumentou ainda mais quando ele e a namorada resolveram buscar um novo apartamento, onde planejam morar juntos.

- Já fui a um prédio que era descrito como acessível e isso significava entrar no endereço pela garagem junto com os carros. Também precisamos lidar com o despreparo dos corretores - lamenta ele.

de deficiência ainda enfrentam muitos desafios no que diz respeito à habitação, um dos tópicos abordados no texto. Enquanto os prédios novos e equipamentos públicos estão cada vez mais adequados, condomínios residenciais antigos, que correspondem à maioria das habitações, ainda caminham a passos lentos em direção a uma arquitetura mais inclusiva.

Segundo o integrante da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-Rio, Antônio Ricardo Correa, a LBI simboliza um marco social com a consolidação de todas as leis existentes sobre acessibilidade no país. Ele explica que, no Rio, não se aprova qualquer projeto de construção sem o cumprimento de determinações de acessibilidade que envolvem, principalmente, regras sobre escada, áreas de circulação, tamanho das vagas de garagem, disposição dos elevadores, guaritas e acessos às garagens.

Resultado a longo prazo

Ricardo Gonzalez, diretor do Instituto Novo Ser, dedicado a pessoas com deficiência, ainda é muito difícil encontrar um prédio antigo adequado a todos os públicos.

O mais comum, segundo ele, é que os responsáveis façam as alterações apenas quando surge uma demanda específica. E ainda há o entrave de fazerem inadequadamente, como rampas com inclinações incorretas.

- A gente entende que a acessibilidade não é só para quem tem deficiência. Tratase do conceito de um desenho universal, que também atenda a pessoas como gestantes, idosos e obesos - diz ele.

Para o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Rio), Cláudio Hermolin, ainda vão demorar alguns anos até que as determinações da LBI sejam sentidas de maneira prática.

- Como o ciclo de produção do mercado imobiliário é muito longo, alterações neste sentido só começam a ter os seus resultados observados depois de cerca de três anos.


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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]