ADEMI na Imprensa

Com recursos do FGTS

Meia Hora, Imóveis, 02/mar

O governo federal tenta minimizar os impactos da crise no mercado imobiliário, que tem visto o número de distratos saltarem para patamares jamais vistos, com a falta de confiança do consumidor em assumir um dívida de longo prazo, que pode chegar a 30 anos. E, como o setor emprega muita gente nos canteiros de obras, a saída foi fazer mudanças no 'Minha Casa, Minha Vida', como criar faixa de R$ 6.500 a R$ 9 mil, com juros subsidiados (9,16% ao ano, mais TR - Taxa Referencial) e a correção do valor do imóvel, que passou para R$ 240 mil no caso de Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Outra mudança é a elevação de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão para compra do imóvel com recursos do FGTS. É importante ressaltar que o novo teto vale até 31 de dezembro. Segundo especialistas, não significa que o valor anterior voltará automaticamente no fim do ano. Em dezembro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) voltará a se reunir para decidir, de acordo com as condições de mercado, se o teto será mantido, reduzido ou aumentado. A alteração só vale para imóveis novos, na planta ou em construção. Vale lembrar que os juros pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) são limitados a 12% ao ano, mais TR. 

"Isso vai representar um alívio a incorporadoras, construtoras e consumidores. Mas é preciso também reanimar a economia, com incentivos ao financiamento de unidades novas e uma política para promoção da queda de juros", analisa Claudio Hermolin, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário.

Construtoras tentam atrair compradores da classe média

O aumento do teto também vai ajudar a comercializar os estoques das construtoras. "É o momento ideal para a compra do i móvel no caso de quem pensa em usar o FGTS. A mudança beneficiou a classe média, que pode aproveitar o novo teto para comprar imóvel para moradia ou mesmo para investimento, aproveitando que os preços estão atrativos. No caso da Brookfield, temos empreendimentos com unidades dentro desse valor prontas para morar", explica Marco Adnet, diretor-executivo da unidade Rio de Janeiro da Brookfield Incorporações. 

Para o diretor-geral da Brasil Brokers para o Rio, Mário Amorim, o governo vem tomando boas medidas para ajudar a aquecer o setor de construção civil por entender a sua importância para a economia brasileira. "Essa foi mais uma decisão que beneficia quem quer comprar um imóvel, principalmente a classe média. O mercado acredita que os efeitos devem ser sentidos logo, pois os preços dos imóveis estão vantajosos neste momento", acredita Amorim.


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