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Caderneta de poupança tem ganho real recorde, de 2,79%

O Globo, Economia, 10/ago

Os poupadores têm o que comemorar. Em 2017 (de janeiro a julho), a caderneta de poupança registrou ganho real de 2,79%, ou seja, a aplicação teve rendimento acima da inflação. Segundo a plataforma de análise financeira Economatica, este é o melhor desempenho para o período desde 2006, quando o rendimento descontando a inflação foi de 3,04%. Isso se deveu ao recuo do IPCA, o índice oficial de inflação medido pelo IBGE. Em junho, os preços chegaram a recuar.

Na comparação com outras aplicações, o melhor desempenho no ano até o mês passado é o do índice Ibovespa, que reúne as principais ações da Bolsa de Valores brasileira, com rendimento nominal de 9,45% e, descontada a inflação, de 7,91%. A poupança tem o quinto melhor desempenho entre as aplicações, com ganho real de 2,79%, de acordo com os cálculos da Economatica.

Nos 12 meses encerrados em julho, o melhor rendimento também é do Ibovespa, que nominalmente acumula 15,03% e, descontada a inflação, 11,99%. A poupança tem o terceiro melhor desempenho, com ganho nominal de 7,85% e ganho real (descontado o IPCA de 2,71% no período) de 5%. 

CAI JURO AO CONSUMIDOR

O recuo na inflação, que levou o Banco Central a diminuir a taxa básica de juros, também deu alívio a quem tem empréstimos. Levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostra que, em julho, houve redução de juros em seis linhas de crédito pesquisadas. Foi a oitava redução consecutiva, com a taxa de juro média caindo de 7,64% ao mês para 7,58%, uma baixa de 0,06 ponto percentual. É o menor patamar de juros desde dezembro de 2015.

Houve queda inclusive nas linhas de crédito consideradas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito. No cartão, o juro mensal caiu de 12,33% para 12,29% ao mês. No cartão de crédito, a taxa passou de 13,46% para 13,34%. No comércio, os juros recuaram para 5,65% de 5,67%. para 2,15%.

Também houve queda nos juros dos empréstimos pessoais nos bancos - de 4,31% para 4,27% - e nas financeiras - de 7,89% para 7,80% ao mês.

- A redução da Selic e a expectativa de novas reduções, com a queda da inflação, derrubaram mais uma vez os juros na ponta do crédito. A queda da Selic reduz o custo de captação dos bancos - diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac.

Também houve queda em três linhas de crédito para pessoa jurídica pesquisadas pela Anefac. A taxa de juros média geral para empresas apresentou uma redução de 0,05 ponto percentual, passando de 4,50% ao mês para 4,45%.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]