Notícias do setor

Bancos disputam clientes para financiamento de imóvel

Extra, Ana Clara Veloso e Pollyanna Brêta, 13/ago

A alta do desemprego e a queda na renda, causados pela crise econômica, derrubaram o volume de contratos fechados de compra de imóveis. Na disputa pelo trabalhador que sonha com a casa própria, os bancos começam a investir em facilidades. O Santander reduziu a taxa de juros do crédito habitacional para menos de 10% ao ano e terá um aplicativo para pedidos de empréstimos totalmente digitais. O Banco do Brasil também se prepara para lançar o aplicativo até o fim do ano, segundo fontes, a expectativa é que outros bancos sigam o mesmo caminho. No entanto, especialistas alertam que é preciso cuidado ao fechar o empréstimo.

Simulações feitas pelo diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, mostram como as parcelas e, principalmente, o custo total de imóveis podem variar de acordo com as condições do financiamento.

- Como os riscos para os bancos são baixos, há uma briga pelo cliente. Em um financiamento de longo prazo, qualquer diferença nos juros resultará em custo final bem mais alto - explica Miguel.

O risco é baixo porque, em caso de inadimplência, o banco retoma o imóvel do cliente e revende em leilão.

- A lei de alienação fiduciária foi alterada mês passado, tornando a regra para retomada de imóveis mais rigorosa. Na prática, se o mutuário atrasa prestações, o imóvel pode ser retomado - alerta Lizia Jacintho, presidente da Associação de Mutuários.

Para o professor André Brown, da Escola de Negócios da faculdade Celso Lisboa, é importante obedecer o limite de comprometimento máximo de até 30% da renda com o pagamento das mensalidades.

- O banco faz esse cálculo com a renda bruta, mas recomendo utilizar o valor líquido - observa Brown.

A operadora Cátia Martins, de 43 anos, financiou um imóvel, em 30 anos, e aplica 50% do salário atual.

- Estou conseguindo pagar em dia. Mas, em caso de uma eventualidade, tenho reservas financeiras para não ficar inadimplente - disse Cátia.

Saiba mais

CÁLCULO

É importante utilizar os simuladores de crédito disponibilizados pelos bancos, que permitem avaliar as taxas de juros e as condições para a concessão do crédito, como exigência de renda familiar.

RENEGOCIAÇÃO

Renegociar o financiamento com outro banco, por meio da portabilidade de crédito, pode ser alternativa para reduzir juros. O consumidor pode avaliar se alguma instituição oferece condições mais favoráveis e solicitar a migração da dívida. O novo credor se encarregará do processo junto ao banco anterior.

HISTÓRICO

Verifique nos Procons se a instituição tem histórico de queixas de outros clientes.

Envie para um amigo
Imprima este texto
 
 
 
 

webTexto é um sistema online da Calepino

Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]