ADEMI na Imprensa

Restrição de crédito na Caixa já emperra novos negócios

Extra, Pollyanna Brêtas, 27/set

Os candidatos a mutuários que solicitaram financiamentos imobiliários à Caixa Econômica Federal até a semana passada - quando o limite dos empréstimos ainda era de até 70% do valor do imóvel usado - e não cumpriram todas as exigências do banco poderão ter os empréstimos negados. Na última segunda-feira, a instituição reduziu o limite de crédito a 50%. Com isso, os compradores, agora, terão que bancar 50% da entrada. Mas se um processo - mesmo antigo - tiver pendências ainda não resolvidas, o interessado será afetado pela nova restrição. Em alguns casos, o negócio terá até que ser desfeito.

O banco vai honrar somente os processos com pedido de crédito de até 70% que estavam em andamento antes do dia 25 e que já constavam do sistema como totalmente regularizados.

Na segunda-feira, em uma imobiliária da Zona Norte do Rio, dois negócios que não tinham sido encaminhados ao banco já tinham sido afetados.

- Tenho duas vendas que não poderei concretizar porque dependem de financiamento com percentual acima de 50% do valor do apartamento. A alternativa é buscar os bancos privados - disse Gustavo Araújo, gerente de negócios da Apsa.

Para a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), a restrição de crédito na Caixa, que detém 70% do mercado, é um entrave à recuperação do setor, pois a venda de usados responde por 75% dos negócios. - Compradores de imóveis de alto padrão conseguem dar entrada maior.Classes menos abastadas têm menos poupança - disse o presidente da Ademi, Claudio Hermolin.

A medida, supostamente adotada para beneficiar compradores de imóveis novos, pode até criar um efeito-cascata:

- Quem vende um imóvel usado para comprar um na planta pode não conseguir concluir o novo negócio - disse Marcelo Tapai, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP.

Condições em outras instituições

BANCO DO BRASIL

Não houve alterações nas condições. Financia até 80%, em até 35 anos. As taxas de juros no SFH variam de 9,99% a 10,94% ao ano.

SANTANDER

O banco informou que continua com as mesmas regras. A taxa de juros é partir de 9,49% ao ano, no SFH, com possibilidade de financiar até 80% do valor. O rendimento mínimo exigido é de R$ 2.500 (pode ser composto). O comprometimento da renda deve ficar entre 30% e 35%.

BRADESCO

O Bradesco também não alterou suas taxas e condições de financiamento, com possibilidade de crédito para até 80% do imóvel. Os juros são a partir de 10,5% ao ano, pelo SFH, com parcelamento em até 30 anos.

ITAÚ

O banco também manteve suas condições e financia até 75% do imóvel, com valor mínimo de R$ 100 mil. O prazo é de até 360 meses, e o comprometimento da renda, de até 35%, com taxa de juros a partir de 10,1%, pelo SFH.


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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]