ADEMI na Imprensa

Reabertura da Pró-cotista anima mercado

O Globo, Ana Carolina Diniz, 07/jan

O mercado imobiliário recebeu com otimismo a decisão da Caixa Econômica Federal de reabrir a linha habitacional Pró-cotista, destinada aos trabalhadores que têm conta no FGTS. A linha de crédito estava suspensa desde o primeiro semestre do ano passado por falta de recursos. O Pró-cotista é uma linha mais barata, com taxa de juros que variam entre 7,85% e 8,85% ao ano para clientes com débito em conta ou conta salário na Caixa. A taxa só não é inferior à do programa Minha Casa, Minha Vida.

O valor disponível para empréstimo, de R$ 4 bilhões, é menor do que o do ano passado, quando foram contratados R$ 6,1 bilhões em financiamentos habitacionais na modalidade. Segundo o comunicado do banco, o limite máximo de financiamento aumentou de 50% para 70% para imóveis usados. Para imóveis novos, o percentual foi mantido em 80%.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Claudio Hermolin, diz que, em meio às melhoras dos índices econômicos, a reabertura do financiamento anima possíveis candidatos à compra de apartamentos.

- O crédito imobiliário é a maior alavanca para adquirir um imóvel. E a Caixa é responsável por 70% dos financiamentos imobiliários do País. Então, é uma ótima noticia para o início do ano - considera ele.

Rubem Vasconcelos, presidente da Pat ri móvel, também comemorou a notícia. Ele acredita queéo melhor momento para a compra do imóvel antes da retomada dos preços. De acordo com dados do Índice FipeZap, os preços dos imóveis residenciais anunciados em 20 cidades brasileiras fechou 2017 com queda nominal (sem considerar a inflação) de 0,53%. O maior recuo entre as 20 pesquisadas foi no Rio (-4,45%), seguida por Niterói (-3,43%).

- As construtoras tendem a lançar mais este ano, e com preço novo. Quem não comprou seu imóvel, deve comprar - aconselha ele.

Depois de um período "no fundo do poço", Vasconcelos crê no fim dos empreendimentos gigantescos, com duas mil unidades. Segundo ele, as empresas estão apostando em até 100 unidades.

Para Hermolin, os lançamentos imobiliários devem aumentar este ano, já que vêm de um patamar muito baixo.

- Quando acabar o estoque, abre-se espaço para uma nova leva de lançamentos. Em 2017, houve uma queda de 25% no número de novidades, se comparado com 2016 (de 7.600 unidades para 6.177, de acordo com dados do setor de inteligência da Ademi).


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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]