ADEMI na Imprensa

Potencial para imóveis sociais

O Dia, Marina Cardoso, 20/mai

O alto número de ofertas de imóveis para locação e a pequena quantidade de lançamentos refletem as dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário da Baixada Fluminense a exemplo do que acontece na capital. Um segmento que destoa desse cenário, no entanto, é o dos imóveis de interesse social. Por isso, especialistas ouvidos pelo DIA explicam em que pé está não só o mercado da região como também as expectativas de ofertas de empreendimentos mais populares para 2018.

"A Baixada Fluminense tem se tornado uma boa alternativa em relação a empreendimentos (de interesse social). Lá, a performance foi melhor do que na capital e no resto do estado", avalia Roberto Lyra, consultor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio).

De acordo com André Barros, diretor da Morar Mais Imobiliária, a perspectiva é de aquecimento no mercado de vendas de imóveis devido, em parte, à melhoria na economia. "Especificamente, a Baixada e a Zona Oeste estão se tornando as meninas dos olhos do setor. Já comercializamos empreendimentos em Itaguaí e Queimados e estamos preparando grande empreendimento próximo a Duque de Caxias, com 1.450 unidades, além de outros dois em Nova Iguaçu, todos dentro do Programa Minha Casa Minha Vida", conta Barros.

Roberto Lyra concorda com a previsão. Ele prevê um 2018 positivo para o mercado de construção na Baixada porque os municípios da região têm adequado e modernizado suas legislações às demandas do setor imobiliário. Isso vem ocorrendo não somente devido a iniciativas próprias dessas cidades como também por conta da integração com a Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro (órgão do governo do estado).

"Acreditamos na retomada e nos sinais que o mercado já deu neste início de ano. O Rio é o segundo maior mercado imobiliário do Brasil, e o seu crescimento ajudará a impulsionar também o setor na Baixada Fluminense", complementa o presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ), Claudio Hermolin.

Locação

Em relação à locação de imóveis, o cenário é parecido com o do Rio. Edison Parente, vice-presidente comercial da Administradora Renascença, explica que, apesar de ter apresentado uma tímida melhora nesse contexto, o mercado está muito aquém das possibilidades. "A grande dificuldade da Baixada diz respeito à comprovação de emprego e renda por causa da grande informalidade empregatícia dos moradores da região. As regras exigidas para locação na Baixada devem ser mais flexíveis ou não se faz negócio".

Diferentes programas

O setor imobiliário da Baixada tem imóveis que se enquadram em diferentes programas. tem empreendimentos populares, como o MCMV, mas também há apartamentos de 200m² de alto padrão em Nova Iguaçu.

Opções populares

A Direcional Engenharia, por exemplo, lançou recentemente dois empreendmientos na Baixada Fluminense pelo programa MCMV: o residencial Conquista Nova Iguaçu e o Viva Vida Belford Roxo. O primeiro conta com 516 apartamentos e 24 gardens (com jardim), distribuídos em 27 blocos, além de área de lazer. Já o segundo conta com apartamentos de dois quartos e área de lazer. São unidades a partir de R$ 149 mil.

Mais caros

A construtora Jeronimo da Veiga lança o Jardins, em Nova Iguaçu, com unidade de 102m², 125m² e 200m². Com preço médio de R$ 935 mil, o residencial contará com apartamentos de 3 e 4 quartos com suítes, varanda, até 3 vagas na garagem e área de lazer completa. O empreendimento ocupará uma área total de aproximadamente 4 mil metros quadrados, composto por três edifícios. 


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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]