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Com leilão de US$ 3,75 bi, dólar cai 0,45%, a R$ 3,711

O Globo, Gabriel Martins, 13/jun

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,45%, a R$ 3,711. A atuação do Banco Central (BC) no câmbio foi o principal fator para segurar a alta da divisa americana. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 3,671 e a máxima de R$ 3,730. A autoridade monetária fez dois leilões extras de swap cambial, operação que equivale a uma venda de moeda no mercado futuro, de US$ 1,5 bilhão cada um. Essa oferta, somada à rolagem diária de swaps que o BC vem fazendo desde o fim do mês passado, somou US$ 3,75 bilhões.

- Um ponto importante a ser mencionado, e que tem contribuído para a queda do dólar, é a imprevisibilidade de com quanto o BC vai atuar no câmbio. Agora, ao final do pregão, o BC não divulga o que fará no dia seguinte em relação aos novos contratos de swap cambial. Isso faz com que o mercado fique mais cauteloso e evite uma correção para cima do dólar - avaliou Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

Quem também aponta as intervenções do BC como um importante fator para conter o dólar é José Carlos Amado, operador de câmbio da corretora Spinelli. Ele afirmou que "o mercado ainda está cauteloso em função da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) e questões internas, mas mantém-se amortecido com o BC agindo".

Hoje o Fed anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros dos EUA, atualmente no intervalo entre 1,75% e 2%. Analistas consideram uma alta praticamente certa: o que querem saber é a sinalização sobre quantas elevações ainda serão feitas.

Já na Bolsa de Valores, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, encerrou em alta de 0,61% aos 72.754 pontos, após cinco quedas consecutivas.


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