ADEMI na Imprensa

Empresários defendem leilão de certificados com preço menor

O Globo, Glauce Cavalcante, 03/set

Os Cepacs- permissões para construir acimado gabarito-são apedra no caminho do Porto do Rio. Os certificados, emitidos pela prefeitura para custeara revitalização da região e geridos em um fundo pela Caixa Econômica Federal, passaram de estímulo a trava ao desenvolvimento da área. No setor imobiliário, empresários e especialistas dizem que o preço do Cepac não é compatível com o mercado.

- Se o preço mé diodos imóveis e opo der de comprado consumidor caíram, o preço do Cepac deveria cair também. A solução depende de uma mudança na gestão dos Cepacs - diz Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ.

Em maio, a Caixa comunicou a falta de recursos do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, criado em 2011, quando o banco ad quiriu por R$3,5 bilhões todos os Cepacs da região, a serem vendidos para custear o desenvolvimento e a manutenção da nova área urbana. Mas os papéis encalharam: menos de 9% do total foram vendidos. E, este mês, a Caixa anunciou medidas que incluem a venda de alguns de seus ativos na região, como participações em empreendimentos imobiliários, para retomar os repasses de recursos para pagar compromissos no Porto, assinando um acordo com a Prefeitura.

Comprados por R$ 545 pela Caixa, o preço médio dos Cepacs chegou a superar os R$ 1.500 em 2015, segundo os dados disponíveis. A Caixa não informou o valor médio atual.

- Seria preciso vender a R$ 14 mil o metro quadrado residencial. É inviável - diz um empresário do setor.

A Caixa diz buscar uma forma de tornar os Cepacs "mais líquidos e acessíveis" . E aposta em um projeto Minha Casa Minha Vida na região.

Em São Paulo, onde o Cepac também foi usado, os títulos de uma área encalharam após dobrar de preço, conta Cláudio Bernardes, ex-presidente do Secovi-SP. Para ele, o Rio deveria vender um lote mais barato para estimular a valorização.

-É preciso fazer um leilão e testar demanda e preço dos Cepacs - diz Daniel Cherman, da Tishman Speyer, que tem dois projetos comerciais no Porto e previsão de lançar um residencial em 2019.

Para José Conde Caldas, presidente da Concal, o Porto só deve deslanchar em dez anos, com melhora na economia e oferta de comércio e serviços.


Envie para um amigo
Imprima este texto
 
 
 
 

webTexto é um sistema online da Calepino

Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]