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Obra na estação do metrô da Gávea deve durar ao menos um ano

O Globo, Luiz Ernesto Magalhães e Lucas Altino, 12/jun

As obras necessárias à estação do metrô da Gávea - cuja construção está parada desde 2015, oferecendo riscos estruturais a prédios próximos - vão levar, no mínimo, um ano. A informação consta de documento que a Riotrilhos entregou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). A intervenção no canteiro, que foi inundado por 36 milhões de litros de água há um ano e quatro meses para estabilizar a estrutura, é obrigatória. O estado terá de fazer os ajustes por conta do perigo para o entorno.

A Riotrilhos alerta que o canteiro terá que ser totalmente esvaziado, gradativamente, numa operação cuidadosa, e não poderá mais ser alagado. Com base na análise da empresa, o TCE deu, anteontem, prazo de cinco dias para o governador Wilson Witzel e o secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, apresentarem um relatório indicando as medidas que vão tomar sobre a estação da Gávea.

MORADORES PREOCUPADOS

Segundo a Riotrilhos, que não estimou os custos, há duas alternativas viáveis. Para seguir com a obra, é preciso terminar as escavações em mais 15 metros de rocha e concretar toda a estação. Se não for dar continuidade, a saída é escorar as estruturas existentes e cobrir de terra o buraco até que, um dia, as obras sejam retomadas.

A previsão é de que o serviço será lento. Só para retirara água do local serão necessários três meses de trabalho. O prazo total das intervenções poderia chegara dois anos. Os riscos se concentram na chamada alça oeste, onde está a futura estação. Não foram identificados problemas maiores na alça sul, onde a sobras pararam quando ainda faltavam escavar 1.256 metros de túneis.

Procurado, Witzel não se manifestou ontem porque ainda vai se reunir com o secretário de Transportes. No início do ano, o governador prometeu, em seu plano de metas, que um grupo de trabalho apresentaria uma solução para a estação Gávea em cem dias. O prazo venceu em 10 de abril.

Em meio à indefinição, a situação preocupa moradores e a PUC. A universidade fez estudos por conta própria atestando os perigos da paralisação da obra. Professores da instituição estão à disposição para ajudar o poder público, e vão participar de uma audiência pública na Alerj, no próximo dia 26, convocada pelo deputado Carlo Caiado (DEM). Ele pretende propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre governo e judiciário para a retomada da construção.

- Segundo nosso estudo, há presença de água alcalina que pode corroer a estrutura - explicou Sergio Bruni, vice-reitor da PUC. - Por ora, não há preocupação com danos aos nossos prédios, mas, se essa situação continuar por mais oito, nove anos, poderemos ter problemas graves.

A Associação de Moradores da Gávea diz ter sido informada de que a obra não será retomada em menos de dez anos porque haveria falhas técnicas no projeto da Linha 4.

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