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Construção crescerá menos neste ano, prevê Sinduscon-SP

Valor Econômico, Chiara Quintão e Ivo Ribeiro, 12/jun

A redução da confiança dos empresários e o fato de a reforma da Previdência ainda não ter sido aprovada levaram o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) a projetar, ontem, que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor de construção crescerá menos neste ano. A estimativa de expansão foi revisada de 2% para 0,5% em 2019.

"A economia continua engasgada. O negócio de construção é de médio e longo prazo. É preciso confiança para começar empreendimentos", diz o presidente do Sinduscon-SP, Odair Senra. A entidade e a FGV projetam que o PIB das empresas cairá 0,5%, ante a estimativa anterior de aumento de 1%. A projeção para os demais segmentos, como reformas e autoconstrução, é de alta de 2%, abaixo dos 3,5% estimados no fim de 2018.

Segundo a coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, Ana Maria Castelo, a desaceleração de obras das incorporadoras é a principal responsável pela piora do desempenho esperado para as empresas.

No segmento, edificações terá crescimento de 0,5%; infraestrutura, queda de 2,7%, e serviços especializados, alta de 0,5%. Anteriormente, as projeções do Sinduscon-SP e da FGV eram de alta de 2,5% do PIB de edificações, redução de 1,5% de infraestrutura e expansão de 1,5% de serviços especializados.

Na última Sondagem da Construção da FGV, 46,8% dos entrevistados informaram que não farão investimentos em produção neste ano.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mantém a estimativa de crescimento de 2% do setor, em 2019, mas deve revisar a projeção, no fim do semestre, a partir do desempenho do PIB do país e da conjuntura setorial.

De janeiro a maio, o faturamento deflacionado das vendas de materiais aumentou 2,4%. As vendas de materiais de construção cresceram 11,5% em maio, ante o mesmo mês do ano passado, mas caíram 1% em relação a abril, segundo a Abramat. A forte alta na comparação anual reflete o impacto da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio de 2018, que puxou o indicador para baixo naquele mês.

Recentemente, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) divulgou que as vendas de cimento tiveram alta de 22,4%, em maio, na comparação anual, para 4,6 milhões de toneladas, justamente como consequência do forte impacto da greve dos caminhoneiros um ano atrás. Conforme o SNIC, as perdas de vendas somaram 900 mil toneladas na época. No acumulado de cinco meses, as vendas cresceram 5,7%, para 21,6 milhões de toneladas.

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) informou que o volume vendido de tintas imobiliárias ficou estável até maio, ante o mesmo período do ano passado. A entidade estima expansão de 1% a 1,5%, abaixo da projeção anterior de alta de 3% a 3,5%.

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