Notícias do setor

Vencedora eleva participação no segmento das corretoras

O Estado de S. Paulo, Top Imobiliário, 25/jun

A Lopes chega novamente ao topo do ranking na categoria Vendedoras embalada pelo aumento de sua participação no mercado da Região Metropolitana da Grande São Paulo. Em 2018, abocanhou 41% do mercado imobiliário dessa área ante 37% no ano anterior. Por sua vez, as companhias "in house", imobiliárias próprias das grandes incorporadoras, tiveram a presença reduzida para 24% contra 30% em 2017. As demais empresas vendedoras registraram leve aumento na atuação, conquistando 34% do setor ante 33% no período anterior. Os dados fazem parte das mensagens da empresa para o mercado.

Contribui para o desempenho o fato de a Lopes ter participado, de acordo com informações da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), de 43 lançamentos que somam mais de 7,2 mil unidades com área construída total de 815.806 m² e valor geral de vendas (VGV) de R$ 4,2 bilhões. Desse total, segundo informações da intermediadora, 59% vieram de operações em São Paulo, 18% do Sul, 8% do Rio de Janeiro, 6% do Nordeste e 9% de outros locais.

Os resultados da empresa refletiram o movimento do mercado, que registrou uma aceleração dos negócios no último trimestre de 2018. No caso da Lopes, 50% do VGV lançado corresponde a operações realizadas nesse período.

"No último trimestre, dobramos nosso VGV certificado", diz a diretora executiva da Lopes, Mirela Parpinelle, admitindo as dificuldades enfrentadas no ano passado. "Realmente foi um ano bem difícil. Colocamos uma meta para fechar o ano, mas não esperávamos que fosse assim. Houve dez emendas de feriados e a Copa do Mundo. E ao final nos deparamos com indefinição política e com a greve dos caminhoneiros, que atrapalhou bastante."

Segundo Mirela, foi um ano que exigiu muito mais esforço. "Sempre se precisou trabalhar muito, mas tivemos de trabalhar dez vezes mais para obter esse resultado, que talvez não precisasse de tanto esforço em outras ocasiões."

A estratégia adotada, segundo a executiva, foi "trabalhar muito" no campo com os corretores. "Toda a diretoria da empresa foi para os plantões fazer esse trabalho junto com os vendedores", diz ela. "Nós capacitamos muito nossos profissionais, adotando treinamento técnico e de vendas. Trabalhamos bastante esse pilar de venda e também fizemos um trabalho muito forte com nossa equipe do digital."

Ainda assim, o ano teve destaques de vendas, como a boa performance na comercialização do Ibirapuera by Yoo, empreendimento de alto padrão da Cyrela, projetado pelo estúdio do famoso designer Philipe Stark. "Vendemos em 15 dias no final do ano. Foi um trabalho superrápido, vendemos na carteira de nossos clientes. O cliente quer algo novo, quer o diferente." O projeto tinha unidades custando até R$ 2,8 milhões. Em 2019, ela acredita que o desempenho será melhor. "No ano passado, 40% do que lançamos foram produtos do Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas neste ano, este número deve ser menor, vai crescer a participação de apartamentos de alto e médio padrão", afirma.

Caso a expectativa se concretize, haverá aumento do VGV negociado, embora Mirela ressalte que os valores dos imóveis estão defasados, em razão da crise econômica. "Este ano, o preço ainda não se atualizou em relação ao preço histórico de 3 ou 4 anos atrás." Por isso, diz ela, a situação está "muito boa" para o comprador.

Apesar das dificuldades, dados do Sindicato da Habitação (Secovi) mostram que em 2018 foram vendidas 29,9 mil novas unidades em São Paulo, elevação de 26,7% sobre 2017. E o lançamento de 32,76 mil unidades ficou 4,4% acima do volume registrado em 2017.

Envie para um amigo
Imprima este texto
 
 
 
 

webTexto é um sistema online da Calepino

Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]