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Creditas recebe aporte de US$ 231 milhões do Softbank

Valor Econômico, Talita Moreira e Álvaro Campos, 11/jul

Creditas, fintech de crédito com garantia, vai colocar em marcha seu plano de expansão para novos mercados após receber um aporte de US$ 231 milhões, liderado pelo grupo japonês SoftBank. A plataforma, que hoje oferece crédito com garantia de imóveis e de veículos, vai passar a fazer empréstimos consignados ao setor privado e financiamentos imobiliários e para a aquisição de automóveis. Todos devem ser lançados até o final deste ano.

"São produtos para manter o relacionamento com nossos clientes", diz o fundador Sergio Furio. Também há planos de lançar até dezembro uma operação no México, mercado que, de acordo com o executivo, tem características semelhantes às do crédito no Brasil. Já foram iniciados os trâmites para a obtenção da licença regulatória para atuar no país latino-americano.

O SoftBank bancou US$ 200 milhões do investimento - metade por meio do Vision Fund, metade vindo do fundo recémaberto na América Latina. Vostok Emerging Finance, Santander Innoventures e Amadeus Capital, atuais investidores da fintech, completaram a rodada. Na operação, a Creditas foi avaliada em US$ 750 milhões, segundo Furio - o triplo da rodada anterior, em dezembro de 2017.

O salto reflete o crescimento acelerado da plataforma. Sem abrir números, Furio afirma que a receita da Creditas cresceu 35 vezes nos últimos dois anos e a expectativa é crescer mais 30 vezes nos próximos três anos. A empresa ainda não é lucrativa, mas este não é o foco por enquanto, diz o empresário. "Para criar uma grande companhia, é preciso investir todos os recursos. Agora é mais importante criar uma carteira lucrativa que ter lucro contábil", afirma.

Por isso, parte dos recursos captados agora também será direcionada a investimentos em tecnologia e aos esforços de aquisição de clientes. Um escritório de tecnologia será aberto na Espanha, em Valência - terra de Furio - para atrair desenvolvedores da Europa.

A Creditas foi fundada por Furio em 2012. Na época, se chamava BankFácil. A tese do empresário é que o crédito no Brasil tem prazo muito curto e por isso haveria espaço para produtos cuja garantia permitisse prazos de pagamento mais longos.

No ano passado, a Creditas obteve licença do BC para atuar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Até então, operava no modelo de correspondente bancário. A mudança regulatória, diz o empresário, permitiu à Creditas reduzir seus custos de originação de crédito. Com isso, diminuiu recentemente as taxas de juros do financiamento com garantia de imóvel ("home equity", no jargão financeiro) de 1,09% para 0,99% ao mês. No financiamento com garantia de imóvel, os juros caíram de 1,69% para 1,59% ao mês.

"Creditas é o exemplo perfeito de uma companhia liderada por um grande empreendedor, Sergio Furio, que está revolucionando o mercado com uma abordagem digital-first em empréstimos para pessoas físicas", disse, por meio de nota, Marcelo Claure, CEO do SoftBank International. Após o investimento, representantes do Softbank Vision Fund e SoftBank Latin America Fund se juntarão ao conselho de administração da Creditas.

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