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Cota do fundo imobiliário XP Corporate Macaé cai 37%

Valor Econômico, Adriana Cotias, 11/jul

As cotas do fundo imobiliário XP Corporate Macaé registraram queda de 37,2% na bolsa ontem, para R$ 64,01. Os ativos reagiram a fato relevante que informou que a Petrobras pretende deixar as suas operações no Edifício Corporate Macaé, na cidade de mesmo nome, no Rio de Janeiro.

A estatal é a única locatária da laje corporativa e este é o único imóvel de propriedade do fundo. A carteira reúne cerca de 11 mil cotistas e tem um patrimônio na casa dos R$ 200 milhões.

Em comunicado aos investidores, a Rio Bravo, administradora do fundo, em conjunto com a gestora de recursos da XP e a consultoria imobiliária Atlantes, informam que pretendem trabalhar de forma ativa na identificação de oportunidades de locação de áreas vagas do edifício, a fim de minimizar impactos futuros decorrentes da vacância. Os representantes esclarecem ainda que a intenção de saída da Petrobras foi uma decisão exclusivamente estratégica da companhia a fim de racionalizar custos, não havendo vínculo com a relação comercial entre as partes.

Com a rescisão, o fundo não fará jus ao aluguel do contrato típico, equivalente a R$ 0,68 por cota, a partir de janeiro de 2021 e do contrato atípico, equivalente a R$ 0,24 por cota, a partir de setembro de 2023.

Mesmo saindo do imóvel antes do previsto, a Petrobras tem que arcar com os aluguéis da parcela do contrato atípico até o vencimento, como previsto nas cláusulas dessa modalidade de locação. O fundo também vai receber multa relativa à rescisão e com isso terá condições de honrar com os rendimentos por mais alguns meses quando esse fluxo de receitas cessar.

O fundo imobiliário XP Corporate Macaé foi captado em 2013 e tem assegurado um retorno em dividendos da ordem de 10% para os investidores. Esse rendimento terá continuidade pelo menos até o começo de 2021. Ou seja, o gestor tem até lá para encontrar um novo locatário ou eventualmente renegociar o contrato. O Edifício Corporate Macaé tem 14 pavimentos e uma área construída total de mais de 18,6 mil metros quadrados.

Em 2017, cotistas dos fundos Torre Almirante e do Prime Portfólio passaram por situação parecida, quando a mesma Petrobras decidiu mudar a sua sede e sair do Edifício Torre Almirante no centro do Rio.

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