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Mercado de imóveis tem retomada

Diário do Comércio, Ana Carolina Dias Schenk, 11/jul

O mercado imobiliário mineiro tem retomado o crescimento, mas ainda está distante de uma recomposição da oferta de imóveis. É o que mostra pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), que registrou 260 apartamentos novos vendidos durante o mês de maio em Belo Horizonte e Nova Lima, um crescimento de 23,8% em relação ao mês anterior, quando foram comercializadas 210 unidades. Esse acréscimo pode ser explicado pelo incremento dos lançamentos residenciais que totalizaram 364 unidades, enquanto, em abril, foram apenas 67.

Por outro lado, no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as vendas recuaram 21,09%. Já os lançamentos caíram 38,5% na mesma base de comparação.

Particularmente em maio, os lançamentos superaram as vendas, fazendo com que a oferta de apartamentos novos disponíveis para comercialização também registrasse alta (3,2%), e encerrasse o mês em 3.329 unidades.

Apesar do número de lançamentos maior do que o de vendas nesse caso específico, na média, a comercialização tem sido maior que os lançamentos, com queda na oferta e aumento de preços.

O levantamento aponta que o preço dos apartamentos registrou alta superior à inflação oficial do País pelo terceiro mês consecutivo. Enquanto o IPCA/IBGE subiu 0,13% no quinto mês do ano, o preço dos imóveis novos cresceu 0,9%.

Na avaliação vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, apesar do resultado positivo, a tendência é que a oferta mantenha-se em baixa.

"Em maio tivemos um número de lançamentos bem maior do que nos meses anteriores, mas a tendência deve continuar com baixos lançamentos de forma que as vendas estão consumindo a oferta que temos disponível nas duas cidades", afirma.

Além do contexto econômico de crise, Michel relaciona a baixa nos estoques à burocracia que gera dificuldades para construir, como a demora para aprovação de projeto. As restrições impostas pelo novo Plano Diretor da Capital também são apontadas por ele como vilãs.

"Ficamos preocupados com o futuro dos estoques pela dificuldade que as empresas têm para lançar seus produtos e a combinação infeliz com a aprovação do novo Plano Diretor que restringe ainda mais a construção na cidade", comenta.

A pesquisa do Sinduscon-MG revela ainda que as vendas de apartamentos de padrão econômico (até R$ 215 mil) somaram 82 unidades e as de padrão Standard (de R$ 215 mil até R$ 400 mil) totalizaram 76 unidades.

Em relação aos lançamentos, 87,9% deles correspondem às unidades de padrão Standard, sendo que é nesse padrão que se encontra o maior número unidades disponíveis para venda (993). Do total de 260 unidades vendidas em maio, 92 estavam localizadas na região da Pampulha e 54 em Venda Nova.

Acumulado

Os dados do levantamento mostram que durante os primeiros cinco meses de 2019 os lançamentos em Belo Horizonte e Nova Lima foram 62% inferiores às vendas. Nesse período, foram comercializadas 1.126 unidades enquanto os lançamentos totalizaram apenas 695. Com isso, a oferta que em maio de 2018 era 4.555 unidades passou para 3.329 unidades em maio deste ano, uma queda de 26,92%.

No acumulado os imóveis residenciais apresentaram aumento real de 3,20% nos preços. De janeiro a maio de 2019 o IPCA/IBGE registrou elevação de 2,22% enquanto os preços dos apartamentos cresceram 5,49%.

As vendas no período somaram 1.126 unidades, em relação a iguais meses do ano anterior (1.427 unidades) a queda foi de 21,09%. O resultado é justificado pela expressiva redução dos lançamentos, que foi de 38,5%.


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