ADEMI na Imprensa

Crédito imobiliário indexado pelo IPCA vai estimular a concorrência entre os bancos

Extra, Geralda Doca, 25/ago

A nova modalidade de crédito anunciada pela Caixa Econômica Federal na terça será corrigida pelo IPCA, o índice oficial de inflação do país. Os juros nesse tipo de financiamento habitacional serão mais baixos em relação ao modelo tradicional. A nova linha de crédito valerá para imóveis residenciais novos e usados.

A taxa mínima para imóveis residenciais enquadrados será de IPCA mais 2,95% ao ano. A taxa máxima será de IPCA mais 4,95% ao ano. A projeção é que o IPCA feche este ano em 3,76%. As taxas valem para novos contratos e já estarão vigentes a partir de amanhã.

O prazo do financiamento - que hoje pode chegar a 35 anos - será mais curto, de no máximo 30 anos. O comprometimento de renda, ou seja, o valor da prestação, que pode atingir 30% do salário hoje, também será menor, de 20%. A cota do financiamento será de 80% do valor do imóvel. Atualmente, pode chegar a 90%.

Quem tem recursos no FGTS também poderá usar o dinheiro para dar como entrada na compra de um imóvel de até R$ 1,5 milhão. Essas taxas não são válidas para o Minha Casa, Minha Vida, que cobra juros mais baixos.

Para Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ e CEO da Brasil Brokers, criar mais uma modalidade de financiamento imobiliário pode ser algo bem positivo.

- Vai estimular a concorrência entre os bancos e forçar a queda dos juros, o que é benéfico para o consumidor. Caso os bancos privados aceitem aderir ao novo cálculo, maior será a concorrência e menores serão os índices. A medida vai mexer com o mercado, provocando, já num primeiro momento, o aquecimento no segmento de usados e também na redução dos estoques - afirma Claudio.

FGTS: lojas aguardam o saque para obras

A medida provisória publicada em 24 de julho trouxe mudanças para o saque do FGTS . Entre elas, está a criação da modalidade de saque-aniversário, que estará disponível a partir de 2020 (e tem suas próprias regras e valores) e, ainda neste ano, um saque imediato de até R$ 500 por conta ativa ou inativa.

Os calendários variam, sendo a partir de 13 de setembro para correntistas da Caixa e, para os demais, de outubro em diante.

Os valor é baixo mas, ainda assim, há a expectativa de que estimule reformas residenciais em geral e, até mesmo, a quitação de contas atrasadas. Se o trabalhador tiver duas contas de FGTS, poderá receber R$ 1 mil. Em uma família, o valor pode subir para R$ 1.500 ou R$ 2 mil, dependendo da quantidade de contas e moradores.

A rede de varejo de materiais de construção Disensa espera aumentar as vendas com produtos usados em reformas. Tanto que já planejou suas ações de marketing para o fim do ano, dirigidas ao público que pretende usar o "dinheiro extra".

- Com a antecipação do FGTS, acreditamos que o aumento das vendas voltadas a reformas de fim de ano acontecerá mais cedo. Pensando nisso, intensificaremos as promoções nos próximos meses com a realização de festivais mensais focados nas categorias de pintura, hidráulica, acabamentos e iluminação - adianta Natália Cid, gerente geral de varejo da Disensa no Brasil.

Segundo ela, a empresa prevê ainda fechar o segundo semestre deste ano com um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A rede Construmais também tem boa expectativa de vendas para este semestre, em comparação ao mesmo período de 2018, por conta dos saques do FGTS.

- Estamos sempre com campanhas em nossas lojas e em nosso site para que o cliente possa reformar. E acreditamos que os R$ 500 que serão liberados das contas do FGTS darão mais oportunidades de o cliente terminar ou começar aquela reforma tão desejada - comenta Iuri Russo, diretor da Construmais.


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