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"Se ele vetar, vamos manter ou derrubar o veto", diz Maia sobre monopólio da Caixa na gestão do FGTS

O Globo online, Gabriel Shinohara, 08/out

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou, nesta terça-feira, que não há problemas com divergências entre o Executivo e o Congresso porque o parlamento pode decidir se vai manter ou derrubar um veto presidencial.

Na segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que é contrário à quebra de monopólio da Caixa na gestão do FGTS, matéria que Maia se colocou a favor.

- Eu não tenho nenhum problema quando o presidente diz que, se por acaso a gente avançar nisso, ele vai vetar. Vamos manter ou derrubar o veto, é da democracia - afirmou o deputado. 

O GLOBO mostrou, em reportagem publicada na segunda-feira, que um acordo entre o governo e o presidente da Câmara permitiu a inclusão de um trecho que quebra o monopólio da Caixa na operação dos recursos do FGTS na medida provisória que trata dos saques do fundo. Com essa nova medida, bancos privados também poderiam acessar os recursos que atualmente são usados para financiar projetos de infraestrutura, saneamento e habitação.

Maia criticou os rendimentos do fundo. Segundo ele, o monopólio da Caixa dá prejuízo para o trabalhador por conta dos rendimentos baixos. 

- O que nós queremos discutir: O monopólio da Caixa hoje gera prejuízos ao trabalhador, vem gerando nos últimos 10, 12 anos no mínimo, pelas contas que eu tenho. O que nós queremos é abrir o debate, esse monopólio gera um bom resultado para o trabalhador ou não? Nós entendemos que com esse valor de taxa de administração, com uma taxa de juros de 5.5 e juro real na ordem de 1,5% você está gerando uma taxa de juros que prejudica o trabalhador - afirmou Maia. 

O presidente da Câmara também afirmou que existem duas maneiras de "beneficiar o trabalhador".

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