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Aluguéis em alta puxam resultados da São Carlos

Valor Econômico, Chiara Quintão, 07/nov

O aumento de preços de aluguel em novas locações de escritórios comerciais e a redução de descontos nos contratos em curso possibilitaram que a São Carlos Empreendimentos e Participações elevasse sua receita e seu resultado líquido no terceiro trimestre na comparação anual. Para a melhora do lucro líquido, contribuiu também a redução das despesas financeiras, decorrente do reperfilamento das dívidas da companhia, possibilitado pela queda da taxa de juros.

"Tivemos um trimestre excelente, com melhora dos indicadores operacionais e financeiros", afirma o presidente da São Carlos, Felipe Góes.

O lucro cresceu 58,8%, para R$ 5,4 milhões, e o lucro líquido recorrente aumentou 3,2 vezes, para R$ 11,2 milhões. A companhia de propriedades comerciais registrou receita bruta com locações de R$ 65,2 milhões, com alta de 9% ante o terceiro trimestre do ano passado. Considerando-se a mesma base de ativos, a expansão da receita foi de 8,2%, acima da inflação medida pelo IGP-M, de 3,4%. A receita líquida teve alta de 8,5%, para R$ 61,6 milhões.

Na avaliação de Góes, os reajustes de aluguel dos contratos com os atuais clientes começarão a ser feitos no próximo ano, no mercado paulistano, e em 2021, no Rio de Janeiro.

A São Carlos registrou Ebitda de R$ 46,2 milhões, 9,2% maior do que o do terceiro trimestre de 2018 e informou também Ebitda recorrente de R$ 47,1 milhões, com expansão de 8,8%. O FFO (fluxo de caixa operacional menos os juros pagos) recorrente cresceu 62,8%, para R$ 22,3 milhões. De acordo com o executivo, a companhia conseguiu redução expressiva de seu custo de dívida e alongamento do prazo dos vencimentos.

No fim do trimestre, a São Carlos tinha saldo de caixa de R$ 225,4 milhões, o que representa poder de compra de R$ 600 milhões, considerando-se a alavancagem para novas aquisições.

Em setembro, a companhia tinha portfólio avaliado pela CBRE em R$ 4,6 bilhões. Em 12 meses, houve valorização de 10,3%, puxada tanto pelos imóveis de São Paulo quanto os do Rio de Janeiro.

Ontem, a São Carlos divulgou parceria com a empresa de aluguéis flexíveis de espaços de trabalho Knotel. Desde que o acordo foi fechado, em fevereiro, 3 mil metros quadrados foram alugados em conjunto. Trata-se, segundo Góes, da primeira operação da Knotel no país. A empresa identifica a demanda em cada região, busca os clientes e faz gestão do dia a dia da locação, enquanto a São Carlos se responsabiliza por prover a estrutura de mobiliário, internet e telefonia.

"Hoje, cerca de 1% do portfólio faz parte da parceria, parcela que pode chegar a 5% entre 12 e 18 meses", afirma o executivo.

Embora a maior parte da receita da São Carlos seja originada da locação de escritórios, os centros de conveniência representam a maior parte do portfólio em número de ativos, respondendo por 53 do total de 78. "Nos últimos anos, percebemos que havia um espaço no segmento de centros de conveniência não preenchido por nenhuma empresa", diz Góes, acrescentando que o foco é ter ocupantes "resilientes ao crescimento do e-commerce", como empresas de alimentação, lojas de conveniência e academias.

No segmento, a expansão da São Carlos se dará por crescimento orgânico e aquisições.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]