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Wiz lança home equity e diversifica receitas

Valor Econômico, Álvaro Campos, 07/nov

Determinada a diversificar sua base de receita e a depender menos do balcão de seguros da Caixa, a corretora Wiz está lançando em parceria com a gestora Galápagos Capital - do ex-BTG Carlos Fonseca - uma linha de home equity. A companhia já tem uma unidade importante de BPO (terceirização de processos de negócios) e vem investindo fortemente em tecnologia nos últimos anos. No terceiro trimestre, seu lucro atingiu R$ 62,3 milhões, com alta anual de 14,8%.

Por meio da joint venture Wimo, a Wiz será responsável pela estruturação de um canal "omnichannel" de distribuição e comercialização de home equity, usando sua rede de distribuição de 350 correspondentes e quase 5 mil vendedores. A Galápagos fará a estruturação financeira e disponibilizará os recursos necessários para a concessão do crédito. As duas já captaram R$ 130 milhões por meio de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

"Eu já tenho uma carteira de R$ 3,5 bilhões em crédito imobiliário, com nossa operação de consórcio. Já temos experiência em todas as etapas da esteira de crédito, em serviços correlatos. O potencial do home equity é brutal, é um mercado que não existe no Brasil e uma operação rentável", diz o executivo-chefe da Wiz, Heverton Peixoto.

O balcão da Caixa ainda representou 69,8% da receita da Wiz no terceiro trimestre, de R$ 200,5 milhões. A exclusividade como corretora no balcão de seguros do banco vai até 2021 e, depois disso, a Caixa terá de fazer um processo competitivo para escolher um novo parceiro. Peixoto deixa claro que a Wiz estará na disputa. "A Caixa é e vai continuar sendo nossa principal parceira."

No processo de se preparar para disputar a concorrência da Caixa, a Wiz anunciou ontem uma redução do pagamento de dividendos de 100% para 50% do lucro. Além disso, tem quatro opções estruturadas para levantar capital. Uma das alternativas é securitizar a carteira de recebíveis. Outra seria uma oferta subsequente de ações (follow on).

A Wiz pretende se tornar o maior correspondente bancário do país em um prazo de dois a três anos. Peixoto diz que poderia entrar no mercado de crédito consignado e empréstimo pessoal. A Wiz considera estratégias internas, mas não descarta um crescimento inorgânico.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]