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EZTec vai se aproximar do teto da meta de lançamentos neste ano

Valor Econômico, Chiara Quintão, 14/nov

A EZTec espera chegar ao fim de 2019 com Valor Geral de Vendas (VGV) próximo ao teto da meta para este ano, de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões. Até o momento, a EZTec apresentou ao mercado R$ 1,76 bilhão em projetos imobiliários. Na avaliação do diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Emilio Fugazza, o ciclo do novo "boom imobiliário" já começou, com destaque para os segmentos de média-alta e alta renda. Em nove meses, as vendas chegaram a R$ 1,018 bilhão, superando os lançamentos feitos no período, de R$ 964 milhões.

"A velocidade de venda de todos os nossos produtos com até seis meses de lançamento está em 60%", diz Fugazza, acrescentando que a comercialização do Parque da Cidade, lançado em outubro, ultrapassa 50%. "É o nosso maior empreendimento residencial nos últimos cinco anos", acrescenta o executivo.

Tradicionalmente, a parcela de pagamentos até a entrega das chaves corresponde a 35% do total, mas a média obtida pela EZTec tem chegado à metade. Isso demonstra que, com a queda das taxas de juros, compradores estão destinando recursos que estavam aplicados no mercado financeiro para a aquisição de imóveis. Desta forma, acrescenta o diretor de relações com investidores, há necessidade de contratação de menos recursos para financiamento por parte dos clientes e da incorporadora.

Tem havido reposicionamento dos preços de unidades em estoque e sido possível aumento dos valores de lançamento durante o período de apresentação dos projetos ao mercado, segundo Fugazza. Conforme o diretor de relações com investidores, os preços dos produtos destinados às rendas média-alta e alta correspondem aos valores de 2013 ajustados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Nas unidades direcionadas para a média renda, ainda há espaço de recuperação de pelo menos 30%, de acordo com o executivo.

No terceiro trimestre, o lucro líquido da EZTec cresceu 81%, na comparação anual, para R$ 61,2 milhões. A receita líquida aumentou 116%, para R$ 187,6 milhões. A consolidação do empreendimento Pátrio Ibirapuera, anteriormente contabilizado como equivalência patrimonial, contribuiu com R$ 35 milhões da receita.

A margem bruta passou de 33,7% para 46,9%. O Pátrio Ibirapuera, com margem bruta de 57%, teve forte impacto na melhora do indicador. As aquisições de terrenos, nos anos de crise, também contribuíram para os níveis de rentabilidade que têm sido obtidos. Segundo Fugazza, a EZTec tem o desafio de comprar terrenos para os lançamentos de 2022 e 2023 mantendo as mesmas margens.

Recentemente, a EZTec captou R$ 938 milhões em oferta subsequente de ações ("follow-on"), que serão destinados à aquisições de terrenos para lançamentos, principalmente, de 2022 e 2023, e de participações em projetos. "Somos o maior comprador de terrenos da cidade de São Paulo, com pagamento em dinheiro", diz. No terceiro trimestre, a EZTec adquiriu terrenos que possibilitam lançamentos potenciais de R$ 286 milhões. O VGV potencial do banco de terrenos da incorporadora está próximo a R$ 6 bilhões.

A companhia já deu início ao processo de obtenção de licenças para os projetos a serem lançados em 2020. No próximo ano e em 2021, a EZTec tende a consumir caixa, considerando lançamentos e obras realizados daqui para frente. "Não temos, no momento, nenhuma preocupação com a geração de caixa, mas com a geração de investimentos. O retorno de caixa virá a partir de 2022", afirma Fugazza.

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