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Amata planeja nova fábrica para atender construção civil

Valor Econômico, Chiara Quintão, 12/fev

A Amata - fornecedora de madeira para empresas de papel e celulose e serrarias - está apostando no aumento da demanda por materiais sustentáveis para edificações, com investimentos de R$ 100 milhões na montagem da primeira fábrica de madeira preparada para atender esse objetivo e que deve começar a operar em 2022. O produto resulta do corte de lâminas delgadas de madeira, que são classificadas e remontadas, por meio de prensas e colas específicas, conforme as características técnicas buscadas para o material.

Com controle difuso, a empresa tem em seu capital os fundos de investimentos em participações (FIPs) Brasil Agronegócio (29,40%), Urbis - controlado por Guilherme Leal - (18,58%), Brasil Sustentabilidade (14,70%), Akka (11,26%), além da BNDESPar (8,82%), Aquila Waldinvest III (5,80%), Amata Investimentos e Participações SA (4,41%), RM Futura Multimercado (4,22%) e Amarante Fundo de Investimento Multimercado (2,81%).

Fundada há dez anos, a Amata tem florestas de pinus no Paraná, que fornecerão a matéria-prima para a fábrica. A empresa também vende madeira de eucalipto, em Mato Grosso do Sul, e de árvores nativas no Pará e em Rondônia.

A nova fábrica terá capacidade produtiva anual de 350 mil metros quadrados, de acordo com a presidente da Amata, Ana Bastos. A partida da unidade será feita com volume menor e, à medida que houver demanda, a produção irá crescer. O local de instalação não foi escolhido, mas há definição que ficará em um dos três estados da Região Sul. Segundo Ana Bastos, existem produtores locais do material para casas de alto padrão, mas esta será a primeira fábrica do país a produzir esse tipo de madeira em larga escala.

Considerando-se somente o custo do material, a madeira tem valor superior à de outros sistemas construtivos. Mas, se levados em conta o menor tempo de montagem e a necessidade de menos mão de obra, há economia de custos, de acordo com a gestora de projetos da Amata, Ana Belizário. Segundo ela, o material será entregue com cortes, furos e fresas, "como se fosse um lego para montar".

Esse tipo de madeira tem peso que corresponde a um quinto do concreto para o mesmo desempenho. A quantidade menor de resíduos gerados na comparação com outros materiais e a melhora do desempenho técnico da edificação são outros benefícios apontados pelas executivas. No processo de fabricação dessa madeira, serão produzidas a Glulam, com aplicações em pilares, vigas ou arcos; e a CLT, com usos em paredes, lajes e coberturas.

Embora seja possível desenvolver e erguer edificação composta, exclusivamente, por esse tipo de madeira, o melhor modelo é, de acordo com Ana Belizário, o de construção híbrida. É possível utilizar concreto nas fundações e combinações de madeira com estruturas metálicas em outras partes da obra.

Essa madeira é usada em construções residenciais, comerciais, galpões industriais, escolas, hospitais, hotéis e aeroportos no Reino Unido, nos Estados Unidos, no Norte da Itália, na Áustria e Alemanha.

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