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Antes da pandemia, portabilidade reduziu em 3 pontos juros do financiamento imobiliário, diz BC

O Globo online, Gabriel Shinohara, 02/jun

O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira um estudo que mostra que fazer a portabilidade do financiamento imobiliário reduziu em 3 pontos percentuais a taxa de juros das operações. A análise é baseada em dados de 2019, portanto, antes da crise do coronavírus.

Segundo o estudo, a portabilidade atingiu seis mil operações, no valor de R$ 2,15 bilhões e é uma maneira efetiva de reduzir as taxas de juros. O BC aponta que os descontos são significativos no valor total do financiamento.

"Por exemplo, se um contrato de R$ 300 mil de crédito imobiliário com uma taxa de juros de 10% a.a. e duração de 30 anos fosse portado ou renegociado, alterando a taxa de juros para 9% a.a. (diminuição de 1 p.p. na taxa), teria um desconto superior a R$ 40 mil no total a ser desembolsado (valor presente de um desconto aproximado de R$ 200,00, ou 7,9%, na prestação mensal)."

Na portabilidade, a pessoa que tem um financiamento com certa instituição financeira migra seu contrato para outra que ofereça condições melhores, como redução de juros. O tomador também pode conseguir condições mais vantajosas negociando com a própria instituição que já detém o contrato.

Além dessa modalidade, as pessoas podem fazer as chamadas "renegociações de mercado", que acontecem quando o tomador e o banco concordam em reduzir os juros sem envolver outra instituição no processo. Foram 30 mil contratos renegociados nessa modalidade em 2019, no valor de R$ 9,94 bilhões.

O Banco Central analisa que mais pessoas poderiam conseguir taxas menores se tentassem a portabilidade de seus contratos. A autoridade monetária estima que 570 mil operações de crédito poderiam se favorecer da portabilidade e não fizeram. A estimativa leva em conta os financiamentos que estão em dia e que têm taxas de juros acima de 10%.

"Os 36 mil contratos que se beneficiaram com redução de taxa de juros em 2019 representam apenas 6,4% desse potencial. Se as taxas de mercado se mantiverem em patamares historicamente baixos, há ainda elevado potencial para ganhos com a portabilidade do crédito imobiliário".

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]