Hoje na Imprensa

Volatilidade do mercado cresce com receio fiscal

Valor Econômico, Finanças, 24/mar

A preocupação com ruídos políticos e o rumo das reformas no Brasil tomou uma nova dimensão e elevou de forma mais clara o nível do prêmio de risco exigido pelos investidores para aplicar em ativos domésticos. Por ora, a correção de preços está longe de indicar fuga de investidores ou aposta negativa no país. Mas mostra que a convicção com a consolidação do cenário de aprovação da reforma da Previdência sofre algum abalo.

Governo pode mudar cálculo de precatórios para reduzir rombo

O Globo, Martha Beck e Danilo Fariello, 24/mar

Para tentar reduzir o tamanho do corte nos gastos necessário para cumprir a meta fiscal de 2017, de déficit de R$ 139 bilhões, a equipe econômica decidiu resgatar uma medida proposta pela equipe da ex-presidente Dilma Rousseff envolvendo o uso de precatórios (obrigações de pagamento dos entes públicos decorrentes de ações judiciais definitivas). A ideia geral é que recursos destinados ao pagamento de precatórios que estejam parados nos bancos há mais de quatro anos não sejam contabilizados como despesas primárias e ajudem na realização da meta.

Impulso dos juros

O Globo, Míriam Leitão, 24/mar

A economia brasileira viverá no fim deste ano uma combinação inédita: juros de um dígito e inflação na meta. No meio da sucessão diária de más notícias, é bom saber que algo anda bem, ainda que esses indicadores não estejam numa redoma de vidro. Se algo der errado na conjuntura, eles podem ser revertidos. Mas a dupla, inflação na meta e juros de um dígito, dará alívio às empresas e às famílias.

Juros sobem apesar de sinais benéficos para a inflação

Valor Econômico, Lucas Hirata, 23/mar

Investidores têm assumido posições mais defensivas diante das incertezas em torno da reforma da Previdência, o que se traduz em picos de nervosismo nos negócios nos últimos dias. Por ora, os riscos de alteração no cronograma ou de diluição de alguns pontos da proposta inicial justificam uma postura mais cautelosa. Gestores destacam, entretanto, que o risco maior, com potencial de alterar cenários, seria uma mudança na idade mínima de 65 anos para a aposentadoria.

Governo deve subir impostos para cobrir rombo de R$ 58,2 bi

O Globo, Martha Beck, 23/mar

A equipe econômica informou ontem que deve aumentar impostos para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2017, fixada num déficit primário de R$ 139 bilhões. O rombo no Orçamento está em R$ 58,2 bilhões. No entanto, o governo decidiu não cortar despesas nesse montante. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que decisões judiciais envolvendo concessões de usinas hidrelétricas e precatórios vão render entre R$ 14 bilhões e R$ 18 bilhões aos cofres públicos, o que já reduziria o corte para um patamar próximo de R$ 40 bilhões.

 
 
 
 

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