Painel Imobiliário

Reflexos da reforma tributária

Construção civil pressiona governo por temer o impacto da alteração no recolhimento da alíquota da Cofins

A reforma tributária continua tirando o sono de muita gente. A expectativa não é boa, alerta o empresário Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC). Ele teme o impacto da alteração do recolhimento da alíquota da Cofins de 3% sobre o faturamento para 7,6% sobre a receita líquida (depois de retirada as despesas, exceto folha de pagamento). Segundo constata, haverá dedução na cadeia produtiva, mas não sobre gastos com mão-de-obra e demais áreas de serviço que atendem à construção civil.

"Quem fizer declaração do imposto a pagar pelo lucro real não vai poder descontar o valor pago", diz Paulo Safady. O empresário critica o governo por acreditar que a reforma levará a novo aumento da carga tributária, que já está em níveis elevados, mas reconhece que a maioria das empresas, que são optantes pela declaração do lucro presumido, não estará sujeita ao aumento. De acordo com dados da CBIC, devido à sua extensa cadeia produtiva, o setor da construção possui elevada capacidade de geração de impostos, o que não pode ser esquecido pelo governo.

Matéria publicada no dia 14/12, no Estado de Minas, Caderno Imóveis (Ângela Drumond)



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