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Furlan diz que 2004 será o ano da política industrial

O Globo, 09/01

BRASÍLIA. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que 2004 será o ano da implantação da política industrial. Ele afirmou que, além de anunciar nos próximos dias a desoneração dos bens de capital, o governo estuda criar programas de financiamento para o setor de bens duráveis, estimular a vinda de fabricantes de equipamentos de computação para o Brasil e reduzir tarifas de importação de produtos que são prioridade no programa de política industrial, como softwares, fármacos e eletroeletrônicos.

Segundo Furlan, a idéia do governo é dar prioridade a setores que criem empregos, aumentem exportações e investimentos e promovam a inclusão social. As propostas foram apresentadas quarta-feira na reunião da Câmara de Política Econômica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Esperamos que a desoneração de bens de capital já seja convergente com a política industrial, no sentido de que os segmentos que têm maior efeito sobre empregos, sobre exportações e sobre as prioridades da política industrial possam ser enfatizados - disse Furlan.

Ele estima que só a entrada de fabricantes de equipamentos de computação no país traga investimentos de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O governo já está conversando com empresas interessadas no mercado nacional.

O prazo para que as medidas do programa de política industrial sejam implementadas acaba em 31 de março, mas Furlan disse que o governo já está analisando o que pode ser feito logo, concretamente, para a retomada do desenvolvimento.

Furlan reafirmou que a balança comercial deve atingir a meta de exportações de US$ 80 bilhões em 2004 e até superá-la. O ministro disse, no entanto, que o governo só vai estabelecer uma meta de superávit para a balança em junho.



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