Em 2005, aconteceu uma notável evolução do mercado imobiliário, decorrente da aplicação da Lei 10.931, que mudou bastante as relações entre os agentes financeiros e imobiliários. Definiu com precisão as obrigações dos bancos em relação à aplicação dos recursos oriundos da caderneta de poupança e facilitou para os incorporadores a contabilização e o oferecimento ao fisco dos negócios imobiliários com compreensão clara dos riscos envolvidos e das peculiaridades do setor.">
 
 

Painel Imobiliário

Mensagem do Presidente Márcio Fortes

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Em 2005, aconteceu uma notável evolução do mercado imobiliário, decorrente da aplicação da Lei 10.931, que mudou bastante as relações entre os agentes financeiros e imobiliários. Definiu com precisão as obrigações dos bancos em relação à aplicação dos recursos oriundos da caderneta de poupança e facilitou para os incorporadores a contabilização e o oferecimento ao fisco dos negócios imobiliários com compreensão clara dos riscos envolvidos e das peculiaridades do setor.

 Em consequência, aumentaram muito os financiamentos para a produção da indústria imobiliária. Não obstante os aperfeiçoamentos ainda necessários, tanto em termos de prazos, quanto em relação a volumes, garantias e tudo o mais, é sensível a evolução. Que se refletiu no último trimestre do ano, na atmosfera de certo modo otimista com a qual entraremos em 2006.

 É pena, entretanto, que a evolução tenha se limitado aos financiamentos do sistema financeiro ao chamado mercado imobiliário, capaz de suportar os juros como estão e o elitismo das posturas edilícias. De fato, não é aceitável que apenas aqueles que tenham renda acima de uma certa faixa possam pensar em adquirir seu imóvel para moradia ou mesmo para negócio. Em paralelo à divulgação de publicidade de boa qualidade para bons imóveis, assistimos à proliferação da construção ilegal, irregular e sub-humana.

 Disposta a colaborar para o fim desse quadro, a indústria imobiliária se confronta com dúvidas das autoridades, que se debatem entre conservadoras posturas clássicas, tanto na questão financeira, em termos de dimensão dos juros, quanto na questão edilícia. Elas se esquecem que o importante efetivamente é construir.

 O certo seria que houvesse financiamento - este, sim - para a construção com recursos de toda natureza, para todas as faixas de renda e que se pudesse projetar de acordo com as efetivas necessidades das populações carentes e não mascarando a realidade financeira com o romance das aspirações inatingíveis que geram, em última palavra, as favelas.

 A ADEMI em 2005 cumpriu o seu papel. Ao realizar o Salão Imobiliário, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, ofereceu com grande sucesso todos os produtos dos incorporadores num espaço único. Lançou o Guia ADEMI - Viver e Investir no Rio - Manual do Comprador de Imóveis, de grande utilidade para os usuários. E, mais uma vez, promoveu o prestigiado Destaque ADEMI - Prêmio Master Imobiliário, já em sua sexta edição, em conjunto com a Delegacia Regional da FIABCI Brasil.

 O ano de 2005 ficou também marcado, dentro da ADEMI, pela união dos associados e a sucessão de assembléias e reuniões em torno de temas específicos. Mais do que esclarecimentos e solução de dúvidas, foram importantes para a criação de um espírito de corpo que muito nos fortalece para 2006.

 Desejamos a todos um feliz Natal e um novo ano de muita paz e realizações.

 



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]