Painel Imobiliário

A redescoberta do Rio

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(Veja Rio, 06/jul)

O Rio achou o seu caminho de crescimento. Ou melhor, os seus caminhos. Em meio ao acelerado desenvolvimento econômico e urbano do município, o que antes apontava numa única direção - primeiro a Zona Sul e, nas últimas décadas, a Barra - hoje lança perspectivas para diferentes pontos, multiplicando oportunidades e redesenhando a própria geografia carioca. A nova cidade, plural e generosa, alavanca diversos setores e, consequentemente, cria oportunidade para diferentes camadas da sociedade.

Nesse contexto de positivas transformações - desencadeadas principalmente pelos volumosos investimentos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas 2016 - Campo Grande, na Zona Oeste, desponta como destaque no novo traçado do mapa carioca. Fazendo frente à bem-sucedida trilogia Jacarepaguá, Recreio e Barra, o bairro foi alçado à elite no ranking carioca de lançamentos imobiliários com base em números de peso.

De acordo com dados do Governo municipal, nos últimos dois anos a região recebeu 7.607 novos empreendimentos, com concessão de 17.802 licenças para construção nesse mesmo período. As áreas mais cobiçadas de Campo Grande, em que o metro quadrado teve uma valorização de quase 40%, ficam próximas à Transoeste, que vai ampliar as opções de ligações com outros pontos da Zona Oeste. Com farta opção de terrenos disponíveis a preços mais em conta, o bairro reúne agora condições ideais para promover o desenvolvimento de um segmento residencial até então carente de opções.
Para o vice-presidente da ADEMI, Paulo Fabbriani, a facilidade de transporte será fator determinante no desenvolvimento de Campo Grande:

- O Túnel da Grota Funda, a duplicação da Avenida das Américas e a Transoeste, entre outras soluções viárias, vão mudar a rotina de milhares de passageiros, que poderão economizar tempo no trajeto do trabalho para casa. Portanto, não estamos falando somente da grande possibilidade de expansão residencial em Campo Grande, mas também do crescimento do segmento de uso comercial, de shoppings, de escritórios...

Fabbriani concorda que Campo Grande virou mesmo o bairro preferencial do segmento econômico no Rio.

- Campo Grande absorverá grande parte da população de Barra, Jacarepaguá e Recreio. Uma camada social ainda em ascensão, que sonha com a casa própria e vê no bairro sua grande chance de concretizá-lo. O mercado imobiliário já percebeu a demanda. É, finalmente, a chance que o Rio tem de corrigir a ocupação desordenada que ocorreu na Avenida Brasil.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]