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ADEMI participa do encontro internacional "4th Lausanne Summit - Rio de Janeiro"

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O Consultor Técnico da ADEMI-RJ, Ephim Shluger, participou do 4th Lausanne Summit, co-organizado pela Empresa Olímpica Municipal e a World Union of Olympic Cities-WUOC (ou UMVO em frances), realizado nos dias 10 e 11 de novembro no Rio de Janeiro.

O evento reuniu setenta e três participantes, membros da WUOC, e autoridade publica municipal e federal, diplomatas, pesquisadores e especialistas em esportes de alto desempenho, representando 22 cidades Olímpicas-tanto as que sediaram jogos de verão como os de inverno em olimpíadas realizadas no passado e as que atualmente se preparam para receber os jogos. O principal objetivo do encontro foi a troca de experiências em como preparar as cidades para receberem os jogos quanto a coordenação de atividades, planejamento de obras e a organização para sediar os Jogos Olímpicos.

Antecedentes:

Jacques Rogge, Presidente do Comitê Olímpico Internacional (IOC), em sua apresentação no programa do encontro do Rio, este encontro irá permitir examinar e aprofundar conhecimentos para que os Jogos Olímpicos deixem o melhor legado possível para as comunidades e Países anfitriões dos Jogos. Deste modo, a agenda de trabalho enfocara o Legado Olímpico e os links entre o desenvolvimento urbano sustentável e o esporte internacional, questões estas consideradas prioritárias pelo IOC. O compromisso fundamental do movimento olímpico, segundo Jacques Rogge, tem a ver com adoção de estratégia de longo curso de desenvolvimento urbano em cidades anfitriãs das olimpíadas. A seu ver, o encontro do Rio também vai propiciar uma oportunidade de discussão aberta e recíproca sobre os desafios na redução e mitigação da pegada de carbono, com adoção de metas estratégicas que visam assegurar resultados positivos quanto ao legado ambiental. O tema é particularmente relevante agora e pertinente as vésperas da realização da conferencia internacional Rio+20.

O Prefeito Eduardo Paes saudou os participantes e enfatizou a importância do papel da UMVO nos preparativos de Jogos, sobretudo quanto aos debates sobre dimensões de sustentabilidade e do legado dos jogos no desenvolvimento urbano e a integração social.

Com duas palestras temáticas foi iniciado o Summit do Rio. Na primeira, Rodrigo Perpétuo, Subsecretário de Relações Internacionais da Prefeitura de Belo Horizonte, fez uma detalhada exposição sobre a questão da sustentabilidade pelo viés de uso eficiente de energia, água, e qualidade do ar rede de entidades internacionais que apóiam projetos de inovação tecnológica e disponibilizam recursos técnicos através de empréstimos financeiros do Banco Mundial e BID. Citou também a experiência adquirida e das vantagens de inserção de Belo Horizonte em redes internacionais tais como a Merco-cidades, AICE (Educação), Metrópolis (que integra cerca de 90 cidades associadas).

A palestra da Dra. Tânia Braga, Diretora de Esporte Sustentável da Academia Internacional de Esporte, Ciência e Tecnologia, AISTS (www.sustainable-sport.org), versou sobre o tema de indicadores para aferir metas de sustentabilidade e maneiras de como cria-los. No debate plenário, foi inquirida sobre o desafio de vencer a inércia, e do imediatismo, encontrado em muitos casos cidades anfitriãs. A solução, a seu ver, é de organizar e fortalecer grupos de interesse e agremiações esportivas que possam influenciar a execução das políticas publicas. Para lograr a sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos nos parques e estádios olímpicos começa com o consumidor que deve ser instruído através de campanhas e consciente e, até mais exigente, consumindo produtos locais, orgânicos e que são vendidos em embalagens de material reciclável. Por outro lado, a redução de volume de resíduos com a coleta seletiva contribui para a sustentabilidade dos estádios durante os jogos. Nos jogos realizados em Beijing (2008), cujo legado ambiental foi considerada a prioridade maior ações enfocaram na gestão dos resíduos sólidos, alem de incluir metas de melhoria na qualidade de ar, água e solos, alem de reflorestamento do entorno e a construção de um Parque Olímpico. Foi observado que dos resultados mais significativos quanto as metas traçadas para legado olímpico foi o da pratica regular de esporte pelos jovens e adolescentes que passou a ser praticado pelo menos durante uma hora diária em todas as escolas publicas de Beijing.

Palestras

1. Gilbert Felli, Diretor Executivo dos Jogos Olímpicos (IOC) proferiu uma palestra sobre os princípios que norteiam o movimento olímpico, e como estas vem sendo incorporadas em estratégias de preparação das cidades para os jogos, a exemplo dos jogos de Barcelona (1992), Atlanta (1996), Atenas (2004) e Beijing (2008). A notar nesta linha de tempo a crescente tendência de estratégias de longo prazo em planejamento e execução de obras urbanas e dos equipamentos esportivos. Com os jogos de Londres (2012) uma forte ênfase foi posta na requalificação ambiental-urbana da região do East London-uma das áreas mais pobres da região metropolitana. O legado social e a sustentabilidade de investimentos realizados são parte integral do desenho tanto de serviços públicos, como de espaços e equipamentos esportivos.

2. Dr. Sergio Besserman, da Secretaria Especial de Desenvolvimento Sustentável do Município do Rio de Janeiro fez uma sucinta reflexão sobre as condições históricas na formação da cidade os desafios que enfrentamos para reduzir e mitigar os impactos negativos em conseqüência da contaminação aérea e o efeito estufa das emissões de CO2 no ar e a poluição gerada pela civilização industrial sobre o meio ambiente. Hoje buscamos encontrar o equilíbrio entre as atividades produtivas e o meio ambiente através do conhecimento cientifico e por meio de debates internacionais em torno dos grandes eventos (jogos olímipicos, Copa do Mundo) e a conferencia internacional Rio+20. Destacou a questão central na agenda do século XXI vem a ser o que é o desenvolvimento sustentável? E concluiu que: "a resposta é a infelicidade da pergunta".

3. Jorge Bittar, Secretário Municipal de Habitação, fez uma palestra ilustrada sobre os programas de habitação em execução no Município. Conjuntos do programa "Minha Casa, Minha Vida" e as intervenções de urbanização de favelas através do programa Morar Carioca foram apresentados. Participantes foram levados a conhecer o projeto de urbanização das favelas da Babilônia e Chapéu Mangueiros, ora em execução no Leme.

4. Marlje Dippel, Diretora das Relações Internacionais do Comitê Olímpico dos Países Baixos, apresentou uma retrospectiva histórica, ilustrada com transparências e um curto vídeo-clip da corrida de 800 metros rasos entre mulheres realizado nos Jogos Olímpicos de Amsterdam (1928). Como abordar o legado social foi o tema central da sua palestra. Três das lições aprendidas, foram destacadas: (i) o planejamento do legado deve ser iniciado tão logo possível, (ii) evitar duplicações das atividades programáticas, e (iii) priorizar a sustentabilidade como meta Após os jogos de Amsterdam, o estádio olímpico de Amsterdam, que foi construído com doações privadas, foi usado para eventos esportivos e culturais. Em anos recentes o estádio foi privatizado a um grupo de eventos que promove espetáculos de cultura, arte, e desportos.

5. Tom Travers, Consultor da empresa Reuben Travers, UK, falou sobre as lições extraídas da preparação para os Jogos de Londres de 2012. Destacou que o "London way" as olimpíadas de 2012 teve no legado a sua mais alta prioridade programatica. A começar com a escolha do East London-uma região com altos índices de pobreza e decadência urbana, como local da construção do Parque Olímpico com vista a requalificação do seu espaço e da renovação de seus equipamentos sociais, acessibilidade /transporte publico e dos espaços coletivos. Os debates sobre o legado(s) olímpico de Londres começou há sete anos atrás, e no processo de consolidação das metas passou por consultas com entidades especializadas, agremiações e o publico em geral. O Parlamento aprovou uma dotação equivalente a cerca de 25% dos investimentos totais com os itens de legado e sustentabilidade. Programas de capacitação para a geração de emprego foram lançados. Estimativa de 200 mil pessoas que serão necessárias para a realização dos Jogos Olímpicos, com cerca de 30 mil empregos em construção civil-dos quais 24% foram recrutados localmente, e 80 mil voluntários. Deste total cerca de 50 mil empregos permanentes serão criados na região de East London. Ao todo a meta adotada é beneficiar cerca de 70 mil desempregados de East London, dos quais 2 mil foram contratados para os trabalhos de preparação do parque olímpico, e 250 mulheres foram selecionadas e capacitadas em cursos de empreendedorismo. O legado olimpico, entendido em suas diversas vertentes será avaliado por uma comissão independente constituída para tal finalidade.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]