Airbnb movimenta R$ 21 bilhões no estado do Rio e impulsiona quase 128 mil empregos

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 8/julho

Estudo da FGV aponta crescimento de 16% em 2025; na capital, impacto econômico avançou 21% em relação ao ano anterior.

O aluguel por temporada por meio do Airbnb movimentou quase R$ 21 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro em 2025, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) encomendado pela plataforma. O resultado representa um crescimento de mais de 16% em relação a 2024 e reforça o peso da atividade para o turismo fluminense.

Na cidade do Rio, o avanço foi ainda maior. De acordo com o levantamento, a movimentação econômica cresceu 21% na comparação com o ano anterior, impulsionada pelo aumento do fluxo de visitantes e pela realização de grandes eventos ao longo do ano.

O estudo também aponta que a atividade ligada ao Airbnb sustentou quase 128 mil postos de trabalho no estado em 2025, gerou cerca de R$ 2 bilhões em tributos e proporcionou mais de R$ 6 bilhões em renda. Na capital, o impacto econômico ultrapassou R$ 12 bilhões, com a geração de mais de 73 mil empregos.

Segundo a pesquisa, o aluguel por temporada tem ampliado a oferta de hospedagem em momentos de alta demanda, permitindo que um número maior de turistas seja acomodado em diferentes regiões do estado. Além da capital, Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo e Paraty figuram entre os destinos fluminenses mais procurados na plataforma.

O levantamento cita como exemplo o evento Todo Mundo no Rio, realizado em maio, quando anfitriões da plataforma receberam visitantes de cerca de 1.600 cidades e 64 países, evidenciando o alcance internacional dos grandes eventos promovidos na capital.

A pesquisa também destaca que, em 2026, o Airbnb passou a ser a plataforma oficial de acomodações do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, ampliando sua participação em eventos de grande porte que movimentam setores como comércio, alimentação, transporte e serviços.

Segundo a FGV, a atualização do estudo utilizou a mesma metodologia aplicada em 2024, baseada na análise dos gastos efetivos de hóspedes e anfitriões e dos efeitos multiplicadores desses recursos sobre a economia.


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