Os lançamentos de imóveis residenciais na cidade de São Paulo cresceram 28% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas permaneceram praticamente estáveis, segundo a PMI (Pesquisa do Mercado Imobiliário), divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Secovi-SP.
No período, foram lançadas 13.130 unidades, ante 10.261 em maio de 2025. As vendas somaram 9.993 imóveis, praticamente o mesmo volume registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 9.996 unidades.
Mesmo com estabilidade no número de unidades vendidas, o VGV (Valor Geral de Vendas) alcançou R$ 5,68 bilhões, alta de 9,9% na comparação anual. Já o VGL (Valor Global Lançado) totalizou R$ 8,16 bilhões.
Acumulado do ano
O mercado também manteve crescimento nos cinco primeiros meses do ano. Entre janeiro e maio, foram lançadas 52.639 unidades residenciais, alta de 16,4% em relação às 45.226 lançadas no mesmo período de 2025.
As vendas somaram 48.874 imóveis, avanço de 6,8% na comparação com as 45.754 unidades comercializadas entre janeiro e maio do ano passado.
Em valores, o mercado movimentou R$ 27,85 bilhões em lançamentos, crescimento de 18,3%, enquanto o VGV alcançou R$ 23,69 bilhões, alta de 6,2% sobre o mesmo intervalo de 2025.
A atividade dos últimos anos também aparece no volume de empreendimentos em andamento. Atualmente, a cidade reúne cerca de 317 mil unidades residenciais em construção, resultado da combinação dos 73 mil imóveis lançados em 2023, das 104,4 mil unidades de 2024 e de outras 139,7 mil lançadas em 2025.
Ao fim de maio, a oferta de imóveis novos na capital era de 88.761 unidades, com VGO (Valor Global da Oferta) estimado em R$ 66,36 bilhões. O indicador de VSO (Vendas sobre Oferta) foi de 10,1% no mês.
Sete em cada dez vendas foram do Minha Casa Minha Vida
O MCMV (Minha Casa Minha Vida) concentrou a maior parte da atividade do mercado em maio. Das 13.130 unidades lançadas no mês, 9.152 estavam enquadradas no programa, o equivalente a 70% do total.
Nas vendas, 7.105 dos 9.993 imóveis comercializados pertenciam ao programa, participação de 71%.
A predominância do MCMV também ajuda a explicar mudanças na estratégia das incorporadoras. Empresas tradicionalmente voltadas aos segmentos de médio e alto padrão passaram a ampliar a participação no programa habitacional, movimento associado à manutenção dos juros em patamares elevados e às mudanças previstas com a reforma tributária.
Características predominantes
Os apartamentos de dois dormitórios responderam por 54% dos lançamentos e 65% das vendas registradas em maio. As unidades com área entre 30 metros quadrados e 45 metros quadrados representaram mais da metade dos empreendimentos lançados e quase dois terços dos imóveis comercializados no período.
A zona Sul da cidade de São Paulo concentrou metade dos lançamentos realizados em maio, com 6.603 unidades. Também liderou as vendas, com 3.373 imóveis comercializados, e encerrou o mês com o maior estoque disponível, de 31.062 unidades. A zona Oeste registrou o maior VGV, enquanto a zona Leste apresentou o maior índice de VSO, de 11,1%.