Mercado imobiliário cresce apesar de cenário político e eleitoral de 2026

em Times Brasil / Economia Brasileira, 10/junho

  • Mercado imobiliário segue em crescimento no Brasil, mesmo com incertezas do cenário político e menor confiança econômica.
  • Digitalização elevou a exigência dos clientes, que chegam mais informados e demandam atendimento mais qualificado.
  • Para o setor, juros altos podem adiar compras, mas aumento do preço do metro quadrado mantém pressão de valorização no longo prazo.

O mercado imobiliário brasileiro vem crescendo e se mostrando otimista apesar dos desafios de produtividade e da menor confiança econômica provocada pelo ano eleitoral.

Dario Ferraço, sócio-diretor da RE/MAX SF, destacou que o cenário político e o calendário de 2026 exigem resiliência das empresas.

“O ano de 2026 tem algumas particularidades e desafios adicionais para o mercado imobiliário. A gente tem um ano de Copa do Mundo, eleição e 12 feriados que, somados, representam praticamente menos 12% a 15% de produtividade no ano. Mesmo nesse cenário de mais dificuldade, nossa operação tem um crescimento de 15% até o fechamento de maio”, disse ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

O empresário destacou que o perfil do comprador de imóveis mudou de forma significativa nos últimos anos, exigindo uma atuação mais estratégica por parte dos corretores.

Segundo ele, hoje o cliente chega ao processo de compra muito mais informado, já tendo pesquisado previamente na internet e reunido grande parte dos dados que antes dependiam exclusivamente do corretor.

Com a digitalização do setor, elevou-se o nível de exigência por excelência no atendimento, o que obriga profissionais e construtoras a estarem mais bem preparados para lidar com esse novo comportamento.

Ao analisar o setor imobiliário, o executivo também chamou atenção para falhas de gestão ainda comuns na maioria das empresas que operam em modelos tradicionais.

O sócio-diretor criticou o fato de que muitas imobiliárias no Brasil são criadas por ex-corretores que tiveram bom desempenho em vendas, mas que não investem em formação gerencial ou especialização em processos.

De acordo com Ferraço, frequentemente o proprietário acaba reproduzindo a atuação de corretor, apenas com uma estrutura formal de empresa, sem desenvolver competências de liderança, gestão e capacitação de equipes.

“O metro quadrado imobiliário sobe 15% a 20% ao ano, então o cliente não comprar hoje por conta de uma taxa de juros alta fará com que ele pague mais caro no imóvel no futuro. Se houver uma redução de juros mais para a frente, ele pode simplesmente fazer uma portabilidade de contrato para equalizar essa compra”, sugeriu.


Ver online: Times Brasil / Economia Brasileira