A MRV informou, em entrevista à Bloomberg Línea, que quer concentrar cerca de 50% da operação nas regiões metropolitanas do país. Segundo o co-CEO Rafael Menin, o movimento já está em curso e ganha relevância para o mercado imobiliário por ampliar a oferta de moradia acessível em áreas centrais e com infraestrutura.
Plano diretor e habitação econômica
De acordo com Menin, mudanças em planos diretores de capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Recife têm viabilizado empreendimentos de menor renda em bairros mais centrais. “O adensamento, esse conceito de centralidade, vai redesenhar as grandes metrópoles brasileiras no bom sentido”, afirmou.
O executivo disse que São Paulo já vive essa dinâmica. “O mercado de São Paulo era de 20 mil apartamentos por ano, e no ano passado atingiu 100 mil. Imagine o impacto social que isso tem”, disse ao site.
Regiões metropolitanas e estratégia da MRV
Segundo Menin, cerca de 50% da operação se dará nas regiões metropolitanas do Brasil. A empresa, que lança cerca de 40 mil unidades por ano, afirmou que cresce mais rápido nas regiões metropolitanas do que no interior.
A MRV também disse que está fortalecendo o canal próprio de vendas. Hoje, a operação tem 180 gerentes e deve chegar a 330. O número de corretores, que já foi de pouco menos de 3.000, deve alcançar pelo menos 4.500.
Turnaround, margem e Minha Casa, Minha Vida
A companhia informou ainda que encerrou o ciclo de turnaround em 2025, com lucro líquido ajustado de R$ 611 milhões e margem bruta de 31%, a maior em 26 trimestres.
No Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a estratégia segue concentrada nas faixas 1, 2 e 3. Segundo Menin, 90% da operação da MRV está nesses grupos.