BB BI analisa a performance do setor imobiliário em agosto - Setorial Construção

em BB / InvesTalk / Mercado, 24/agosto

Poupança registra maior volume de resgate líquido para um mês de julho desde 2022, mas contratações de novos financiamentos para construção voltam a crescer. Na atividade, indicadores apresentam sinais mistos.

A última leitura da Sondagem da Indústria da Construção trouxe a atualização dos principais problemas do setor no 2T26. O fator “Taxas de juros elevadas” cresceu para 36,2% das citações dos empresários (+1,3 p.p. t/t), se mantendo na liderança do ranking pelo segunda leitura trimestral consecutiva. Os pontos relacionados à mão de obra qualificada e não qualificada seguem se alternando entre a 3ª e a 4ª colocação, enquanto as questões ligadas à matéria-prima, que haviam ganhado evidência em leituras anteriores, desaceleraram até a 11ª posição.

Outros indicadores do setor mostram volatilidade, sem exibir um sinal único. O índice de confiança da construção civil avançou no mês, acompanhado do indicador de situação atual, embora as expectativas para os próximos seis meses tenham encerrado abaixo do nível neutro pela primeira vez desde dezembro de 2023. Também houve desaceleração em componentes da sondagem da indústria da construção.

Ainda assim, o setor preserva sinais de resiliência. O INCC-M desacelerou para 6,40% em 12 meses, também com reflexos de uma menor pressão nos custos de materiais que vinham em ascensão desde março. A atividade segue puxada pelo segmento econômico, contribuindo para um ritmo mais forte de lançamentos e vendas na base anual.

No funding, a poupança voltou a registrar resgates líquidos em julho, o maior volume para o mês desde 2022, mas ainda assim, as contratações de financiamentos com recursos do SFH voltaram a crescer para construção, contando com recursos da gradual liberação de depósitos compulsórios. Já a captação do FGTS renovou recorde histórico nominal no acumulado do ano, refletindo uma criação líquida de empregos no consolidado da economia doméstica, dando sustentação para programas habitacionais.

Nesse relatório setorial, analisamos esses indicadores, além do comportamento médio de taxas de juros e inadimplência de financiamento ao setor, bem como movimentos de mercado ao longo do mês de julho.

Destaques desta edição:

Dados de Confiança

Confiança da Construção (ICST) avança em julho, sem movimento único nos demais de indicadores do estudo.

Indicadores de Atividade

Conjunto de indicadores da Sondagem da Indústria da Construção recua na leitura de junho, com as expectativas para os próximos 6 meses fechando abaixo da linha neutra pela primeira vez desde dezembro de 2023.

Fontes de Recursos e Novas Contratações

Poupança volta a registrar captação negativa em julho, no maior volume negativo para o mês desde 2022, enquanto a captação do FGTS renova recorde histórico nominal no acumulado anual.

Dados de Crédito e de Emprego

Taxas de juros para financiamentos ao setor apresentam estabilidade para público PJ e leve recuo para público PJ, enquanto setor de construção eleva sua participação de empregos formais na economia doméstica.

Índice de preços

INCC-M desacelera para 6,40% nos últimos 12 meses (6,71% na leitura anterior), com comportamento misto dentre seus componentes.

Dados de Mercado – Construção Civil

O índice setorial Imobiliário da B3 (IMOB) recuou 8% no mês de julho, performance substancialmente inferior ao Ibovespa no período (+3,47%).

Relatório completo e disclaimer


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