Com mais de 60 prédios em obras, Foz registra reaquecimento na construção civil

em GDia / Infraestrutura, 17/julho

A maioria dos edifícios contempla apartamentos voltados à locação; mercado imobiliário registra alta na procura por espaços de aluguel por temporada.

Com 61 prédios e outros espaços em obras em Foz do Iguaçu, a cidade vem registrando um reaquecimento na construção civil nos últimos meses. Após um período de estagnação, o setor voltou a se mover com a verticalização, ampliando também a oferta de empregos na área.

Nesta semana na Agência do Trabalhador havia diversas vagas disponíveis para pedreiro, servente de obras, pintor, armador de ferragens, soldador e outras funções voltadas à canteiros de edificações.

Esta movimentação vem sendo puxada, principalmente, pelo crescimento do turismo, que vem ampliando a demanda por espaços voltados ao aluguel por temporada. Cada vez mais pessoas, especialmente visitantes de outros estados e países, tem buscado por apartamentos e casas privadas para descansar e aproveitar as férias e feriados prolongados com as famílias e amigos na Terra da Cataratas.

Em meio a este cenário, o mercado imobiliário foi diretamente impactado. A alta procura pelos alugueis de curta estadia fez com que crescesse a disputa por espaços, e, consequentemente, houve também um aumento considerável nos valores. Este fator tem pesado no bolso dos moradores de Foz, que enfrentam dificuldades não só para encontrar residências para locação, mas também arcar com os custos mensais dos imóveis.

Por outro lado, a rede empresarial tem comemorado. A fronteira tem atraído olhares de grandes grupos, que estão apostando na construção de edifícios para moradia. Os apartamentos compactos, de até 50 metros quadrados, são a grande tendência do momento. Além disso, espaços com quitinetes também integram a rede.

Dados da Prefeitura Municipal mostram que somente entre os meses de março e junho deste ano foram emitidos 567 alvarás de construção em Foz. O número de liberações cresceu em mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025.

Regiões e lucratividade

Pesquisas do mercado imobiliário iguaçuense indicam que um apartamento de R$ 400 mil pode gerar uma receita anual de R$ 78,4 mil com locação por temporada, dependendo da região.

A área central ainda é uma das localidades mais visadas pelos empresários do setor, mas bairros universitários como a Vila A e Cidade Nova, assim como espaços na rota dos grandes atrativos, também já estão na mira de grandes companhias.

As principais apostam incluem construções modernas, econômicas e sustentáveis. O público jovem é um dos alvos dos investidores ao considerar estes quesitos. Seguindo a mesma linha, com a inclusão de áreas de lazer bem estruturadas, segurança e boa localização, os grandes grupos também visam atrair famílias e casais que buscam tranquilidade e valores acessíveis para aluguel ou compra do primeiro imóvel.

Demanda

A alta demanda por novos apartamentos e casas para locação é justificada pela atual falta de espaços disponíveis. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mais de 50% dos apartamentos disponíveis em Foz, voltados à estádia de longo prazo, já estão alugados. O percentual representa mais de 6 mil dos 12,5 mil imóveis neste ramo.

O investimento mensal varia bastante conforme a região da cidade, mas a média é de aproximadamente R$ 1,2 mil. Conforme um levantamento do mercado imobiliário local, a boa infraestrutura, segurança e praticidade são alguns dos principais fatores que tem levado ao aumento na procura de apartamentos na fronteira.

Casais no início da vida conjugal e estudantes representam a maior parcela do público interessado no aluguel de apês. De olho nisso, construtoras tem investido cada vez mais na construção de espaços pensados para esta população, com designer inteligente, sustentável e com preços mais acessíveis. Frente a isso, o crescimento vertical de Foz vem se tornando cada vez mais visível nos últimos cinco anos.


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