Construtoras crescem acima do PIB da construção em 2025

em Portas / Relatórios e Índices, 2/abril

Construtoras avançam 2,8% em 2025 e superam PIB da construção, impulsionadas por habitação popular e infraestrutura.

O desempenho das construtoras no Brasil em 2025 foi melhor do que indica o PIB da construção divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativa da Fundação Getulio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre) aponta expansão de 2,8% para as construtoras, enquanto o dado geral do IBGE mostra alta de 0,5%, segundo reportagem do Metro Quadrado.

A diferença ocorre porque o cálculo do IBGE também inclui obras feitas por pessoas físicas, como autoconstruções e reformas. Esse segmento recuou e pressionou o resultado consolidado da construção civil.

PIB da construção e mercado imobiliário

“O mercado informal da construção está menor porque o juro está muito alto para as famílias que precisam financiar suas obras, e isso acaba mascarando o resultado das construtoras, que conseguem crédito a taxas mais atrativas”,Yorki Stefan, o presidente do Sinduscon-SP, disse ao Metro Quadrado.

Segundo ele, o bom desempenho das construtoras é sustentado pela demanda das incorporadoras do Minha Casa Minha Vida e pelas obras de infraestrutura. Esses segmentos compensam a queda dos lançamentos residenciais voltados à classe média.

Em 2025, o setor formal da construção criou 87,8 mil empregos no País. Com isso, o contingente de trabalhadores avançou 3%.

Juros, infraestrutura e emprego na construção

Yorki diz que o mercado segue aquecido no primeiro semestre deste ano por causa de obras públicas aceleradas pelos governos estaduais antes das eleições. A avaliação é que o segundo semestre tende a perder fôlego nesse nicho.

O início do ciclo de corte de juros também favorece o setor, que pode crescer mais do que no ano passado. Ainda assim, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) pondera que a redução da Selic está mais lenta do que se imaginava, com queda de 0,25 p.p., em vez de 0,5 p.p.


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