Análise do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), a partir dos dados produzidos e consolidados pela Brain Inteligência Estratégica, revela que os apartamentos compactos continuam sendo as celebridades do mercado imobilário no Rio de Janeiro. Eles, que foram 10% do volume total em 2022, hoje já representam 35% de tudo que foi lançado nesses sete meses de 2026.
O levantamento também aponta que o Minha Casa Minha Vida está em plena recuperação. O programa já representou 60% do mercado nos seus primeiros anos, de 2009 a 2011, mas chegou ao fundo do poço em 2021, com somente 20% de representatividade. Hoje significa 40% do que foi lançado em 2026.
O segumento de luxo é um outro destaque. Ele mais do que dobrou a sua participação, saindo de 5% do mercado em 2022 para 12%.
Os principais bairros em volume de lançamentos e vendas na cidade são Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Centro, Porto Maravilha e Flamengo. Eles receberam empreendimentos emblemáticos e de grande volume de unidades este ano.
Em vendas, os patamares de 2024 e 2023, na casa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões, saltaram em 2025 para R$ 15 bilhões e sinalizam chegar no fim de 2026 nas mesmas condições. O preço médio de venda cresceu cerca de 4,5%, comparando 2025 com 2026, acompanhando a inflação. Hoje, o ritmo de vendas está parecido com o de 2025, devendo chegar a perto de 24 mil unidades no ano.
O estoque atual é de cerca de 14 mil unidades — o que significa que, se mais nenhum imóvel fosse construído, o Rio só teria o suficiente para cobrir a demanda por mais ou menos sete meses. A absorção média do mercado está em 80%, ou seja, de tudo o que é lançado, 80% é vendido antes do fim da execução da obra. O maior estoque hoje está concentrado nos imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões — o chamado segmento médio, com 34% das 14 mil unidades.
Já o compacto é o que tem menos estoque: 15% do total.
É, ou não é, a estrela da temporada?