’Será o maior retrofit do país’: incorporadora responsável pelo residencial no Edifício Barrosão, no Centro, já trabalha com data de lançamento

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 29/setembro

Primeiro projeto multiuso do Reviver Centro, empreendimento terá cerca de 800 unidades e mais de 6 mil m² de área de lazer.

Pouco mais de um ano depois de anunciar a transformação do gigante Barrosão, antiga sede administrativa da Caixa Econômica Federal, em residencial, a Nigri Incorporadora já tem data para lançar o empreendimento: março de 2027.

Ainda há detalhes que a empresa não quer revelar. Um deles é o nome da incorporadora que participa do negócio ao seu lado. A parceria, segundo a companhia, já está fechada.

As obras devem começar no ano que vem. A proposta é ocupar os 31 andares com cerca de 800 unidades. Segundo a Nigri, será o maior retrofit residencial do Brasil.

“O mercado vai se surpreender com o nível de sofisticação, infraestrutura e lazer em um projeto residencial do Centro. Terá extrema flexibilidade de planta e uma localização e mobilidade extraordinária.”, afirma Raphael Nigri, sócio-diretor da empresa, ao DIÁRIO DO RIO.

Haverá opções de estúdios a apartamentos de três quartos, com plantas de até 90 m². O endereço também será o primeiro projeto multiuso do Reviver Centro, reunindo moradia e outros serviços. Quais? A Nigri ainda não conta.

O supermercado, por exemplo, continua nos planos, mas mudou de posição. A previsão inicial era colocá-lo no térreo. “Tivemos que subir o mercado, mas está mantido, sim”, diz o executivo.

Na área de lazer, serão mais de 6 mil m². É, de acordo com a incorporadora, a maior entre os residenciais lançados no Centro. Haverá ainda um rooftop com vista para o Pão de Açúcar, Baía de Guanabara e Cristo Redentor.

A intervenção também alcançará a área lateral do Barrosão, onde fica o acesso à entrada principal da estação Carioca do metrô. O trecho ganhará paisagismo, iluminação e mobiliário urbano.

Saída da Caixa Econômica

O Barrosão ficou vazio em 2018, quando a Caixa transferiu suas atividades administrativas para o AQWA Corporate, na região portuária, e para o Passeio Corporate, na Rua das Marrecas. O Centro Cultural da Caixa também deixou o endereço pouco depois.

A devolução oficial do imóvel ao fundo, então administrado pelo BTG Pactual, só ocorreu em 2021, após uma disputa judicial relacionada às condições do prédio para a entrega das chaves.

Projetado no final da década de 50 por um grupo de arquitetos, o prédio guarda no térreo um mural de Bandeira de Melo, pintado em 1960. A fachada passou recentemente por reforma.

Em 2024, o imóvel recebeu uma proposta de compra de R$ 120 milhões feita por uma ONG. O negócio foi aprovado pelos cotistas, mas não avançou.


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