Construtora inicia urbanização do antigo terreno da Terra Encantada, na Barra

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 6/agosto

Área de 160 mil m² receberá praça pública, novas vias e empreendimentos de saúde, educação e moradia após mais de 15 anos sem uso.

Imagens registradas por cariocas mais saudosos mostram o atual momento do antigo terreno do Terra Encantada, parque temático que ocupava um imenso quarteirão de 160 mil metros quadrados na Barra da Tijuca. Depois de mais de 15 anos sem uso, a área dá os primeiros sinais do projeto imobiliário previsto pela RJZ Cyrela, que vai abrir novas ruas, construir uma grande praça pública e reurbanizar toda a região, em um modelo parecido ao já que acontece na Península, no Rio2 e no Centro Metropolitano. A proposta foi provada pela Prefeitura do Rio no fim do ano passado e prevê um investimento de quase R$ 35 milhões.

Vizinho ao Shopping Via Parque, o terreno estava desativado desde 2010, quando o parque, inspirado nos modelos americanos, encerrou definitivamente as atividades, após um grave acidente na montanha-russa. 21 atrações foram desmontadas até que, em dezembro de 2013, a área foi comprada pela construtora em parceria com a Queiroz Galvão. Na época, o plano era construir um grande condomínio com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 1,5 bilhão. Projeto foi engavetado anos depois.

O terreno também entrou no radar do Flamengo como possível alternativa para a construção de um estádio, durante o impasse envolvendo a área do Gasômetro. A possibilidade descartada pela antiga diretoria do clube, que apontou a distância e a falta de infraestrutura de transportes como os principais entraves.

O que será construído

O projeto, chamado de Park Avenue, prevê a abertura de novas vias ligando a Avenida Ayrton Senna à Avenida José Silva de Azevedo Neto. No centro do terreno será implantada uma praça pública com áreas de convivência, ciclovia, equipamentos esportivos, mobiliário urbano e espaços gramados. Toda a rede de energia, telefonia e internet será subterrânea.

O conjunto ainda será equipado com mobiliário urbano, incluindo 43 bancos, 33 lixeiras e oito bicicletários, com capacidade para mais de 200 bicicletas. A intervenção também prevê 1,4 km de ciclovias, além de infraestrutura subterrânea para redes de energia, telecomunicações e esgoto. A proposta é que a área seja mantida por uma associação responsável pela conservação e manutenção dos espaços.

Um dos lotes receberá um condomínio residencial, com prédios limitados a 34 metros de altura devido à proximidade do Aeroporto de Jacarepaguá. Os outros dois terão uma unidade da Hapvida, com atendimento 24 horas, 38 consultórios e investimento de R$ 75 milhões, e uma escola do Grupo Tamandaré, com 31 salas de aula, capacidade para até 800 alunos e previsão de inauguração até o fim do primeiro semestre de 2027.


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