Fundo quer vender prédio empresarial no Leblon após valorização do mercado de escritórios no bairro

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 27/agosto

Empreendimento, que tinha apenas dois contratos de locação quando foi adquirido, hoje está 100% ocupado.

O Leblon entrou de vez no radar do mercado de escritórios do Rio, e agora há quem queira aproveitar o bom momento para fazer negócio. A Capitânia Investimentos está negociando a venda do Spot Leblon, edifício AAA+ de sete andares, comprado pelo fundo em 2023, quando o mercado corporativo ainda carregava os efeitos da alta vacância e de aluguéis mais baixos.

O prédio, que tinha apenas dois contratos de locação quando foi adquirido, hoje está 100% ocupado, com empresas como a gestora Oceana e o escritório de advocacia Lobo de Rizzo. Os aluguéis também subiram: passaram da faixa de R$ 210 a R$ 220 por metro quadrado para algo entre R$ 250 e R$ 270 por metro quadrado.

Segundo informações publicadas pelo Metro Quadrado, as conversas pelo Spot Leblon, negociadas a um player do mercado, estão girando em torno de R$ 30 mil alto por metro quadrado. O imóvel foi adquirido pela Capitânia, em 2023, por cerca de R$ 78 milhões.

O empreendimento está localizado em uma das áreas mais nobres do bairro, na Rua Almirante Guilhem, a poucos metros do Shopping Leblon.

A operação também envolve a participação de 53% em um prédio na Avenida Rebouças, em São Paulo, ocupado pelo Nubank, adquirida pelo CPOF11 por R$ 105 milhões no fim do ano passado. Como o imóvel já estava maduro quando foi comprado e não passou por mudanças relevantes desde então, a expectativa é de uma revenda próxima ao valor pago. Com isso, o ganho de capital da operação deve vir do Spot Leblon.

A estratégia da Capitânia é aproveitar a recuperação do mercado corporativo para transformar a valorização dos ativos em caixa. Os recursos devem ser usados para reduzir a alavancagem do CPOF11 e também para comprar cotas de FIIs que ainda negociam com desconto.


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